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Pontes no Chipindo dinamizam trocas comerciais

Arão Martins | Lubango

A ponte construída recentemente sobre o rio Cunene, entre os municípios do Chipindo, na Huíla, e da Caála, no Huambo, tem dinamizado as trocas comerciais entre o campo e a cidade.

Governador provincial inaugurou vários empreendimentos de impacto social
Fotografia: Arão Martins | Huíla

A ponte construída recentemente sobre o rio Cunene, entre os municípios do Chipindo, na Huíla, e da Caála, no Huambo, tem dinamizado as trocas comerciais entre o campo e a cidade.
A nova ponte terminou com um interregno, de mais de 20 anos, na ligação rodoviária entre os dois municípios. Na vila do Chipindo, a 456 quilómetros da cidade do Lubango, regista-se um movimento inusitado de comerciantes, quer locais, quer oriundos de outras paragens do país, vários estabelecimentos comerciais reabriram as portas e o mercado informal tem já algum movimento.
Paulo António, natural de Chipindo, não tem dúvidas que a inauguração da ponte trouxe grandes benefícios ao município.
“Os comerciantes oriundos do Huambo têm mais facilidades em levar mercadorias, sobretudo arroz, açúcar, sal, vestuário e gás de cozinha para Chipindo”, afirmou, ao Jornal de Angola.
Dois autocarros, do governo do Huambo, fazem, semanalmente, a ligação entre os municípios do Chipindo e da Caála e vice-versa, o que é considerado, quer pelas autoridades, quer pela população, como mais um passo na revitalização da vida das populações.
O administrador do Chipindo referiu que “as trocas comerciais entre o campo e a cidade, com a reposição da ponte, têm também efeitos positivos no programa do Executivo de combate à fome e à pobreza”.
A par das trocas comerciais, sublinhou Daniel Salapussa, a ponte sobre o rio Cunene facilita o abastecimento regular de combustíveis à sede do município.
“A reposição das pontes é uma mola impulsionadora para o desenvolvimento dos municípios”, disse.O administrador afirmou estar convencido que a circulação de pessoas e bens vai conhecer, a partir de Dezembro, ainda mais melhorias, com a colocação, pelo Instituo Nacional de Estradas de Angola (INEA), de duas pontes metálicas sobre os rios Cusso e Cuengue. Na altura do anúncio desta iniciativa, feito pelo governador provincial, o director do INEA na Huíla recordou que a circulação de pessoas e bens no Chipindo ainda é feita sobre pontes de pau, o que causa grandes dificuldades na época chuvosa.

Obras no Chipindo

O governador Isaac dos Anjos inaugurou, recentemente, no Chipindo, dez casas do tipo T2, um centro infantil comunitário e uma morgue, construídos no âmbito dos Programas de Intervenção Municipal e de Combate à Fome e Pobreza.As casas, construídas em um ano, orçadas em 65 milhões de dólares, destinam-se a quadros dos sectores da educação, saúde, agricultura e pecuária, energia e águas e da administração municipal e a responsáveis da Polícia Nacional.
A morgue municipal, equipada com meios modernos e capacidade para a conservação simultânea de seis corpos, custou nove milhões de kwanzas.
Mais de 200 postes mantêm iluminadas as artérias da sede municipal do Chipindo, no âmbito de um programa da administração, que prevê, igualmente, a extensão da energia eléctrica a todas as casas, com a montagem de contadores.
No Chipindo, mais de cem habitações já dispõem de energia, a partir do gerador que abastece o município.

Apoio à criança

Chipindo está, na verdade, a renascer dos escombros, o que faz com mais de 200 crianças beneficiem de um Centro Infantil Comunitário erguido pela administração municipal.O centro, construído no âmbito do Programa de Combate à Pobreza, custou 16 milhões de kwanzas e vai atender os serviços integrados de programas infantis comunitários e educacionais. Dispõe de duas salas de actividades.

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