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População do Mungo combate desflorestação

Justino Victorino | Huambo

Um grupo de populares no Mungo,na província do Huambo, plantou ontem mais 150 mudas de eucaliptos no perímetro florestal do município, visando a ampliação da cintura verde, que, nos últimos tempos, tem registado considerável devastação, devido ao abate indiscriminado de árvores.

Fotografia: DR

A administradora municipal do Mungo, Rebeca Somakuenje, considerou “in­centivadora a acção dos populares”, para a inversão da acentuada desflorestação que se regista na região, em consequência da exploração desordenada de madeira.

Acrescentou que medidas vão ser tomadas através do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), para se estancar o corte indiscriminado de árvores e proteger os polígonos florestais em toda a extensão da província.
“Este é um assunto que a administração tem abordado com o IDF. Os fiscais anteriormente dispunham de meios para evitar os casos de desflorestação, com realce no período nocturno, mas, com a retirada das armas, o trabalho ficou mais difícil, o que constitui um grande problema e risco de vida para eles”, esclareceu.
Rebeca Somakuenje considerou que o abate anárquico está a criar sérios problemas ambientais no município, provocando a desflorestação, erosão, surgimento de ravinas, seca, diminuição da produtividade agrícola, alteração do ciclo hidrológico, diminuição da fertilidade dos solos e a contaminação das águas, agravadas com as alterações climáticas.

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