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População solicita passagens sobre a linha férrea no Luena

Munícipes dos bairros Capango e Zorró, arredores da cidade do Luena, na província do Moxico, pediram ontem mais passagens de nível sobre a linha férrea do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), para facilitar a mobilidade da população.

Falando à Angop, moradores dos bairros que circundam a cidade disseram haver uma necessidade urgente de montar-se passagens de nível entre o “Cine Teatro Luena” e a “Sonagás”, num percurso de três quilómetros, onde a circulação de pessoas é feita com muitas dificuldades.
Octávio Eduardo, morador do bairro Capango, defendeu a ideia pelo facto de a área ser muito movimentada, possuir diversos serviços, como escolas do ensino primário, do I e II ciclos do ensino secundário, Superior Politécnica e o Hospital Municipal.
“A ausência de passagem aérea na zona cria imensos transtornos na procura destes serviços, uma vez que os moradores são obrigados a fazer manobras, de três quilómetros, para atingir o hospital e as escolas”, rematou.
O também professor da escola do ensino primário explicou que com a passagem de nível os automobilistas, mototaxistas e peões veriam facilitada a sua mobilidade, ao invés de darem tantas voltas.
Já Cahilo Zango, outro morador do mesmo bairro, referiu que a situação cria muitos embaraços, sobretudo quando a pessoa está atrasada para a escola ou serviço,  porque é obrigada a dar voltas até ao “Cine” ou à “Sonagás” para poder alcançar o outro lado.
Adiantou que no período nocturno ficam aglomerados jovens ao longo do troço, a fim de assaltarem moradores que, eventualmente, queiram atravessar a linha férrea, por falta de passagens noutras áreas. Solicitou às entidades competentes a resolução deste problema para minimizar os transtornos.
Em resposta, o representante do presidente do Conselho de Administração (PCA) do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) no Moxico, Fernando Prata, disse que a questão tem a ver com as autoridades administrativas locais .“As passagens de nível devem ter uma distância de um quilómetro, de acordo com as regras ferroviárias, para facilitar a circulação dos moradores”.
Por seu turno, o administrador municipal-adjunto do Moxico, Waldemar Salomão, disse que a situação é do domínio da sua instituição, que já trabalha em parceria com as direcções dos Transportes e Obras Públicas com vista a resolver o problema.
O administrador municipal-adjunto do Moxico pediu calma e paciência aos munícipes, pois, como assegurou, a situação será resolvida em breve.
O troço ferroviário liga a cidade do Luena ao município fronteiriço do Luau, passando pelos municípios do Léua, Cameia e Luacano, num percurso de 334 quilómetros do ramal, com cerca de 20 passagens de nível.

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