Províncias

Posto fronteiriço de Santa Clara tem um novo complexo escolar

Dionísio David | Namacunde

Um complexo escolar, para atender 2.400 alunos do primeiro e II ciclos do ensino secundário, está a ser erguido, em Santa Clara, município de Namacunde, no quadro do programa de extensão da rede de ensino na província do Cunene.

A nova escola foi projectada pelo Governo tendo em conta que Santa Clara é uma das regiões mais povoadas da província do Cunene
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

A referida escola vai dispor de 24 salas de aula, quatro das quais são laboratórios de química, de biologia, de física e de informática, compartimentos que vão acolher os alunos nos três turnos do dia.
Os referidos dados foram apurados pelo Jornal de Angola durante um encontro que o governador provincial do Cunene, Kundi Paihama, manteve com empresários locais.
O governador ressaltou que a construção da escola em Santa Clara vai representar um ganho para a província, principalmente por causa da localização da infra-estrutura de ensino, muito próximo da República da Namíbia.
Kundi Paihama destacou ainda o facto de o Governo conceber o projecto da construção da referida escola, pelo facto de Santa Clara ser considerada uma das vilas mais povoadas do Cunene, onde a população estudantil cresce consideravelmente.
O director provincial da Educação, Lúcio Ndinoiti, esclareceu que, no quadro da política de expansão da rede escolar, se pretende também ter em conta a diversificação das áreas do conhecimento.
A escola, com as obras num nível avançado de execução, vai trabalhar com cursos das áreas das ciências físicas e biológicas e jurídicas económicas, consideradas importantes para o desenvolvimento da província e do país. Realçou que uma das maiores necessidades e apostas do momento é a formação de quadros, fundamentalmente no domínio técnico e tecnológico, daí a primazia para as ciências físicas e biológicas.
“Estes cursos são a garantia de que os alunos que terminarem o referido subsistema possam ingressar nas unidades do ensino superior, sobretudo nas engenharias sem sobressaltos”, avançou o director provincial da Educação.
Lúcio Ndinoiti defendeu a necessidade de uma programação cuidada, para que haja resultados que possam corresponder às expectativas e aos desafios do presente e do futuro do país.

Ganhos na fronteira

O director provincial da Educação, Ciências e Tecnologia esclareceu que a instalação de escolas do ensino secundário junto à fronteira comum vai constituir-se ­numa mais-valia, na medida em que servirá os habitantes de ambos os países à semelhança dos postos e centros de saúde.
Lúcio Ndinoiti considera a instalação da escola uma oportunidade ímpar, para que crianças e jovens namibianos possam também aprender a língua portuguesa e facilitar, deste modo, as relações comerciais, os momentos económicos e sociais entre os dois povos, sem os constrangimentos relacionados com a utilização da língua.

Tempo

Multimédia