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Potencial turístico sem investimentos

João Salvo | Cacolo

A identificação de quatro pontos turísticos representados por duas grutas, catarata e uma lagoa podem tornar-se pontos de atracção de turistas no município de Cacolo, na província da Lunda-Sul, segundo o director do Gabinete Municipal da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos.

Fotografia: Edições Novembro

Amaral Sakuila defende a necessidade de investimentos no sector do Turismo, tendo em conta a presença de inúmeros recantos naturais na região, bem como na produção de energia eléctrica, aproveitando as quedas de água que se registam em troços da trajectória de alguns rios da região. Precisou que a dificuldade de acesso às célebres Grutas de Cacolo, a cerca de 35 quilómetros  da vila sede, condiciona a presença de pessoas interessadas na busca de novidades.
Uma lagoa, escondida na selva, numa região que confina Cacolo com a comuna  de Alto Chicapa, é outro encanto esquecido.
O regedor Armindo Fernando Sachicapo notou que até mesmo para a localidade Txizanda, situada a escassos oito quilómetros da vila de Cacolo, as pessoas “não conseguem deslocar-se, para desanuviar a pressão do trabalho, apreciando o curso de água cristalina, sob uma rocha enorme elevada de forma artística”, devido à falta de acesso.
Ao descrever o cenário da pedra, a autoridade tradicional ressaltou que à entrada tem o formato de uma casa com varanda, possuindo no interior compartimentos que podem albergar até 100 pessoas.  No passado, acrescentou,“serviu de esconderijo das populações por causa da guerra”.
A autoridade tradicional defende a reabilitação das vias de acesso, para facilitar a circulação de pessoas e bens e atrair turistas aos locais históricos. 
O director do Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos, Gabriel Txiema, garante que parte dos pontos turísticos identificados constam entre as prioridades de investimento definidas pelo Governo da Lunda-Sul.

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