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Preço nos autocarros está a criar transtornos

A subida do preço do bilhete dos mini-autocarros de transporte de passageiros entre Namibe e Huíla criou, nos últimos dias, constrangimentos às populações das duas localidades, tendo sido necessária a intervenção do Governo do Namibe, para que os proprietários dos automóveis recuassem na decisão.

A subida do preço do bilhete dos mini-autocarros de transporte de passageiros entre Namibe e Huíla criou, nos últimos dias, constrangimentos às populações das duas localidades, tendo sido necessária a intervenção do Governo do Namibe, para que os proprie
Fotografia: DR

O preço praticado há mais de dois anos era de 1.500 kwanzas, mas desde segunda-feira que os taxistas passaram a cobrar 2.000 kwanzas, surpreendendo os cidadãos, principalmente negociantes e estudantes.
De acordo com os proprietários dos mini-autocarros, a subida do preço deveu-se aos custos operacionais para a manutenção dos veículos, bem como ao mau estado das vias que estão a danificar os meios.
Januário Camuele, motorista de um dos mini-autocarros, disse que a alteração do preço do transporte de passageiros não está associada à possível subida dos combustíveis, mas sim aos custos altos das peças de reposição no mercado e também ao mau estado das vias.
“Não é nossa intenção prejudicar os passageiros, sabemos das dificuldades que todos vivemos, mas é preciso compreender que a transportação tem gastos e o preço de 1.500 kwanzas já não responde às necessidades de aquisição de sobressalentes”.
Após tomar conhecimento da subida da tarifa dos mini-autocarros, o director do Gabinete Provincial dos Transportes no Namibe, Luís Savazuka, reuniu-se com os concessionários dos referidos serviços, para os persuadir a praticarem o preço anterior, considerando tratar-se de uma alteração ilegal e sem concertação com as demais instituições, incluindo o Governo da província.
“Houve um braço de ferro que levou os motoristas a paralisarem a sua actividade, tendo vindo a retomá-la algumas horas mais tarde, sob a promessa feita de que serão encontradas, nos próximos dias, soluções para todas as preocupações achadas justas”, disse Luís Savazuka.
Em Fevereiro do corrente ano, a associação dos concessionários do parque dos mini-autocarros remeteu um documento ao Gabinete Provincial dos Transportes onde apontava as preocupações relacionadas com os custos operacionais, bem como do estado das vias, alegando a necessidade de subir o preço da passagem Moçâmedes/Lubango. Em resposta, o mesmo gabinete garantiu que a solução dos principais problemas estava para breve.

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