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Preservação do rio Muembeji é aposta do Governo Provincial

André Brandão e Marcelo Manuel | Ngonguembo

O departamento provincial do Ambiente do Cuanza Norte prevê a plantação de 7.900 árvores durante este ano em toda a província ao mesmo tempo que se mostra preocupado com o estado de conservação do rio Muembeji, na cidade de Ndalatando.

Deposição de lixo leva à contaminação da água
Fotografia: Paulo Mulaza

O chefe de departamento do Ambiente, Gaspar João de Barros, defendeu, num debate radiofónico alusivo ao dia nacional do ambiente, a participação dos munícipes na recuperação e limpeza do rio Muembeji para que volte a ser uma referência da cidade de Ndalatando, e evitar a propagação de inúmeras doenças, decorrentes da deposição do lixo.
Gaspar João de Barros disse ser urgente a realização de um trabalho profundo de sensibilização da população para evitar a contínua deposição de resíduos sólidos no rio Muembeji, assim como a feitura de adobes em determinadas zonas do seu curso, correndo-se o risco de o rio desaparecer.
Gaspar João de Barros apelou à população de Ndalatando para adoptar um comportamento mais cívico, deitando o lixo nos contentores e abrindo latrinas.
Advertiu que a utilização do rio como casa-de-banho pela população leva à contaminação da água, afectando as plantações do horto botânico de Ndalatando. O departamento do Ambiente no Cuanza Norte está a fazer o repovoamento florestal com a plantação de árvores em toda a província, com a participação de efectivos das Forças Armadas Angolanas e membros da JMPLA. O soba do bairro Sambizanga, Mateus Domingo, aplaudiu o programa do departamento do Ambiente, e solicitou à administração municipal do Cazengo mais contentores para a substituição dos que estão degradados.
Algumas pessoas que vivem ao longo do rio Muembeji, nos arredores do bairro Posse, reconheceram que o rio está ser destruído pela deposição de lixo e produção de blocos no seu leito.
Pediram, por isso, uma maior fiscalização da administração municipal, recordando  que o bairro da Posse foi afectado, em tempos, por muitos casos de cólera, cuja principal causa foi o rio Muembeji.

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