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Produção agrícola no Cuanza-Sul fornece milhares de toneladas

Víctor Pedro | Sumbe

Um total de 672 mil 213 toneladas de produtos diversos foi produzido na província do Cuanza-Sul, durante a 1ª e 2ª épocas agrícolas 2018/2019, nas quais estiveram envolvidas 125 mil 824 famílias camponesas, organizadas em associações e cooperativas, revelou hoje, no Sumbe, o supervisor provincial do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) , Adelino Roque.

Um total de 672 mil 213 toneladas de produtos diversos foi produzido na província do Cuanza-Su
Fotografia: DR

Segundo o responsável, dentre os produtos, cultivadas numa área de 191 mil e 684 hectares, constam cereais tubérculos leguminosas e hortícolas. “ Os camponeses receberam charruas e vários outros materiais de produção”, disse Adelino Roque.
O agrónomo recordou que a Cela, Cassongue, Amboim (Gabela) e Kibala foram os municípios que mais se destacaram durante a época produtiva, na qual o IDA, no Cuanza-Sul, abriu sete campos agrários rurais nos municípios do Porto-Amboim Seles, Kibala, Conda,Cassongue e Amboim (Gabela), com o objectivo de potenciar os camponeses, sobre as novas técnicas de produção.

Camponeses do Kicombo clamam por mais apoios

Camponeses da comuna do Kicombo, município do Sumbe, clamam por mais apoios às suas cooperativas, associações e às famílias envolvidas na produção agrícola e na actividade piscatória com vista à diminuição da fome e da pobreza na região.
O apelo foi revelado por responsáveis das cooperativas e associações camponesas durante uma visita que a reportagem do Jornal de Angola efectuou à localidade.
O camponês Manuel Júnior, que já desempenha a actividade há 16 anos, em Kicombo, disse que os apoios prestados pelo IDA aos agricultores locais não têm sido suficientes.
“Os apoios não chegam para produzirmos em grandes quantidades.As entidades competentes têm de fazer uma inventariação antes de nos darem os materiais de produção”, disse.
Luís Diogo, integrante da cooperativa Coração do Kicombo, composta por 80 membros, que projecta a produção de cebola num espaço de 20 por 60 hectares, fez saber que as dificuldades impedem que os camponeses produzam em grandes quantidades e com qualidade.
Defende que o Instituto de Desenvolvimento Agrário deve dinamizar novas acções que visem relançar o ramo, como a criação de brigadas de mecanização que se dedicam à preparação dos campos das cooperativas e associações de campones.
O Soba Grande do Kicombo, Horácio da Silva, fez saber que a população da circunscrição dedica-se, maioritariamente, à agricultura e à actividade piscatória e precisa de apoio técnico para para o desenvolvimento da sua actividade.
A comuna do Kicombo controla três cooperativas agrícolas e igual número de associações camponesas.

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