Províncias

Produtos da cesta básica são apreendidos no Soyo

João Mavinga | Soyo

Um total de nove mil toneladas de produtos diversos da cesta básica, entre arroz, leite Nido, farinha de trigo, incluindo cerveja e gasosa de fabrico nacional, foi apreendido pela Polícia de Guarda Fronteira, quando fazia a travessia, por meio de duas canoas artesanais, no canal fluvial de Pululu de Santo António (Soyo), com destino à região congolesa de Muanda, República Democrática do Congo.

Comandante da segunda unidade da Polícia de Guarda Fronteira no município do Soyo
Fotografia: Adolfo Dumbo | edições novembro |soyo

Outra embarcação artesanal, apreendida pela Polícia de Guarda Fronteira no canal fluvial de Pululu, transportava mais de seis mil litros de combustível, entre  gasóleo e gasolina confinada em centenas de bidões de 20 litros, com destino ao Congo Democrático, para fins comerciais.
A apreensão dos produtos da cesta básica e do combustível foi consequência de uma denúncia popular feita às autoridades fronteiriças angolanas estacionadas nas ilhas do Soyo, que, de forma imediata, tomou medidas de fiscalização à zona circundante fluvial de Pululu, onde cidadãos estrangeiros fogem ao fisco.
Neste momento, decorre um  processo judicial contra os proprietários do negócio, na sua maioria cidadãos do Congo Democrático, para serem entregues ao Ministério Público, revelou ao Jornal de Angola, o responsável da segunda unidade da Polícia de Guarda Fronteira, José Fernandes.
Um dos detidos, Celé Mbelé, disse ao Jornal de Angola estar ciente de que cometeu “um crime.”
Em declarações ao Jornal de Angola, o comandante da segunda unidade da Polícia de Guarda Fronteira no Soyo, superintendente-chefe José  Fernandes, sublinhou que neste tipo de acção os cidadãos da RDC utilizam o mesmo “modus operandi”,  ou seja furtam-se ao pagamento dos  impostos aduaneiros. “Só a fuga ao fisco em si já configura crime.  Os métodos utilizados por estes traficantes já são bem conhecidos pela nossa Polícia de Guarda Fronteira”, explicou o oficial superior  da Polícia Nacional.
“Quem leva produtos da cesta básica angolana para fora do país tem de pagar imposto, senão incorre em crime de tráfico ilícito. No caso concreto,  apreendemos produtos importados da nossa cesta básica, que estavam a ser transportados para a RDC sem a chancela das autoridades aduaneiras”, esclareceu  José Fernandes.
De acordo com o superintendente,  a corporação angolana no Zaire não dá tréguas a qualquer tipo de tráfico ilícito.

Tempo

Multimédia