Províncias

Professores formados para reforçar o sector

António Capitão| Uíge e José Chaves| Andulo

Um grupo de 234 novos professores da província do Uíge concluiu, neste ano lectivo, a sua formação em várias especialidades.

Muitos destes alunos da província vão ser ensinados por professores que concluíram a formação na Escola de formação Cuore Mariae
Fotografia: Eunice Suzana| Uíge

Os novos professores, que estudaram na Escola de Formação de Professores do Uíge “Cuore Mariae”, e que se especializaram nos cursos de Língua Portuguesa/Educação Moral, Geografia/História, Matemática/Física e Biologia/Química, foram apresentados  durante uma cerimónia de encerramento do fim do ano lectivo 2014.
O finalista Baptista Banza, em nome dos colegas, disse que estão preparados para dar resposta aos grandes desafios do sector da Educação.
“Estamos disponíveis para transmitir o que nos foi instruído durante os anos de formação. Recebemos muito bons conhecimentos que pretendemos colocar em prática, mas para isso é necessário que nos dêem oportunidade. Estamos esperançados de que o Governo Provincial e a Direcção Provincial da Educação, a seu tempo, encontram a melhor solução para o nosso enquadramento", precisou.
Os finalistas solicitaram a reabilitação e apetrechamento da Escola de Formação de Professores “Courer Mariae”, para que os futuros alunos estudem em melhores condições.
O coordenador da Comissão de Gestão da Escola de Formação de Professores, padre Joaquim Kalombe, solicitou aos novos professores maior responsabilidade na missão de educar o homem novo, dizendo que os recém-formados possuem um nível qualitativo aceitável que deve ser demonstrado quando estiverem a aplicar os seus conhecimentos.
A Escola de Formação de Professores na província tem falta de equipamentos nos três laboratórios, situação que, segundo Joaquim Kalombe, tem provocado constrangimentos no processo de ensino e aprendizagem. No próximo ano lectivo, a instituição vai implementar os cursos de Francês/Educação Moral e Educação Física.

Novos quadros formados


O Instituto Médio Agrário do Andulo, na província do Bié, formou 137 novos técnicos médios e básicos nas especialidades de mecânica, produção vegetal e animal. A formação, com duração de três e quatro anos, baseou-se em aulas práticas e teóricas. Entre os formandos, constam 83 técnicos médios e 54 básicos.
O director  do Instituto, António Sicato, considerou satisfatória a qualidade académica e profissional dos novos quadros e anunciou para o próximo ano a inserção de novos cursos para atrair maior número de pessoas interessados na formação agrária. Sicato espera maior contribuição dos novos técnicos, dinamizando o sector agrícola no município e na província, para que o país, no futuro, deixe de depender de importação.
“Sabemos que a escola é o local onde aprendemos determinadas técnicas, mas é necessário conciliar com a prática. O facto de ter saído de uma academia não implica dizer que está completamente apto para se impor no mercado, pois no terreno as coisas são vistas de forma diferente. Acaba por ser um outro valioso meio de aprendizagem onde cada um se cruza com novas experiências", precisou.
O Instituto Médio Agrário do Andulo, criado em 2008 pelo Executivo, com capacidade para 1.440 alunos, é uma referência na formação de técnicos nas especialidades de produção animal e vegetal. 
A instituição dispõe de 18 salas para aulas teóricas e seis laboratórios de Física Química, Biologia, Informática e Zootecnia, devidamente apetrechadas com equipamentos modernos.
Além da componente teórica, os estudantes também recebem aulas práticas, ministradas em campos agrícolas cultivados por eles. Esta componente tem um aviário para a produção animal.
O Instituto conta com um internato para os estudantes, o que permite receber jovens de todo o país, que vão à procura de formação de qualidade. Um total de 800 técnicos foi até momento formado pela instituição.

Tempo

Multimédia