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Programa "Amigo" entrega subsídios

Manuel Tomás |Sumbe

A Direcção Provincial do Kwanza-Sul da Administração Pública, Emprego e Segurança Social procedeu, na sexta-feira, no Sumbe, o lançamento do programa de micro-crédito “Amigo”.

Leonel Bernardo (ao centro) realça que o programa visa dar aos jovens a oportunidade de darem início aos seus negócios
Fotografia: Manuel Tomás

A Direcção Provincial do Kwanza-Sul da Administração Pública, Emprego e Segurança Social procedeu, na sexta-feira, no Sumbe, o lançamento do programa de micro-crédito “Amigo”.
Durante o acto de lançamento, os promotores do programa concederam créditos a 100 candidatos dos municípios do Sumbe e Porto Amboim. Cada um dos beneficiados recebeu o equivalente a 500 dólares. A acção conta com a parceria do Banco de Comércio e Indústria (BCI) e visa combater a pobreza e o desemprego.
No ano passado, o Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social ofereceu 53 cursos de formação profissional a 5.048 pessoas.
De acordo com o Director Nacional do Emprego e Formação Profissional, Leonel Bernardo, que falava aos contemplados, o programa “Amigo” insere-se no quadro do empreendedorismo na comunidade e foi concebido os jovens encontrarem soluções para os seus negócios.
“Este crédito tem as suas vantagens. As pessoas que já abriram os seus negócios e precisam de algum valor monetário para aumentar as suas vendas, têm esta oportunidade”, disse.
Além disso, adiantou, o programa beneficia pessoas com a intenção de darem início a um negócio, mas que estão desprovidas de meios financeiros.
Leonel Bernardo apelou aos beneficiários para honrarem os compromissos assumidos relativamente à devolução dos valores recebidos, porque “este projecto não pode terminar no Sumbe ou Porto Amboim”.
A grande intenção dos promotores, explicou, é estender o programa a todas as municipalidades do Kwanza-Sul e províncias, para se erradicar a pobreza.

BCI explica as vantagens

O presidente do Conselho de Administração do BCI, Adriano Silva, disse que o micro-crédito “Amigo” surgiu da necessidade do banco contribuir para o aumento do emprego, sobretudo das pessoas que não têm meios para abrir o seu negócio.
No âmbito do programa, os candidatos recebem, cada um, em kwanzas, o equivalente a 500 dólares americanos. Essas pessoas devem reembolsar o valor recebido num período de 12 meses, tendo três meses de graça.
O presidente do BCI esclareceu que, findo o prazo, o banco cria uma comissão para vistoriar a aplicação dos valores recebidos. Os que melhor tiverem aplicado o dinheiro recebem, em kwanzas, o equivalente a 10 mil dólares. Se com este valor obtiverem novo sucesso podem vir a receber até 250 mil dólares.
“É uma oportunidade para aquelas pessoas que não dispõem de meios, mas têm iniciativa e querem tornar-se empresárias”, disse. O projecto pretende atingir, até 2012, 50 mil empreendedores.
Os contemplados com o micro-crédito agradeceram os esforços do Governo pelo lançamento do projecto, que consideram um grande contributo para o melhoramento da sua vida. Eles comprometem-se a cumprir com os prazos estipulados para a devolução dos valores, para que possam ter acesso a outros créditos.
Amélia Marciano, camponesa, uma das beneficiadas, residente em Porto Amboim, disse que se dedicava à venda de carvão. Com o valor recebido, pensa mudar de negócio. Amélia apelou aos outros pequenos empresários para honrarem os compromissos: “para que o Governo tenha mais confiança em nós”.

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