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Projecto "Liga-Liga" já no Kwanza-Sul

Manuel Tomás | Sumbe

A empresa Angola Telecom, no âmbito do projecto de comunicações rurais denominado”Liga-liga”, instalou na periferia do Sumbe e na maior parte dos municípios do Kwanza-Sul 40 estações com 160 linhas telefónicas.

Habitantes das zonas rurais da província do Kwanza-Sul vão poder comunicar com mais facilidade com parentes e amigos
Fotografia: Manuel Tomás

A empresa Angola Telecom, no âmbito do projecto de comunicações rurais denominado”Liga-liga”, instalou na periferia do Sumbe e na maior parte dos municípios do Kwanza-Sul 40 estações com 160 linhas telefónicas. O projecto começou a ser executado no primeiro trimestre do ano passado e consistiu na instalação de instrumentos de comunicação via satélite, utilizando a energia solar.
O projecto surge na sequência de uma orientação do Governo Central que recomenda a instalação de telefonia nas zonas rurais onde não há acesso aos serviços normais nem aos telemóveis para possibilitar o intercâmbio familiar e comercial.
O director da Telecom, José Garcia de Freitas, disse ao nosso jornal que o projecto da nova rede digital da província do Kwanza-Sul está em fase terminal. Falta apenas a entrega oficial. Mas a população já tem os serviços de telefonia e facilidade de transporte de dados e de Internet de banda larga em todas as localidades servidas pelo projecto.
José Garcia de Freitas disse que a digitalização do Kwanza-Sul está a servir a localidade do Sumbe, que foi contemplada com 4.064 linhas, Instituto Nacional de Petróleos (INP), Porto Amboim, Gabela, Wako Kungo, Conda, Seles, Quibala e Calulo onde no total foram instaladas 10.608 linhas que estão a colmatar as necessidades com óptima qualidade. Na província foram instaladas 60 cabinas telefónicas públicas que estão a servir a população O responsável da Telecom informou que para eliminar as assimetrias em termos de telecomunicações na primeira fase do projecto iniciado em Fevereiro de 2006 foram instaladas 60 cabinas públicas nos pontos considerados “nevrálgicos” da cidade do Sumbe. Mas o trabalho vai estender-se às localidades da Gabela, Conda, Seles, Wako Kungo e outras onde já existe o serviço digitalizado.

Projecto "Toque Mais"

De acordo com José de Freitas, está em curso um projecto inicialmente denominado “projecto eleições”, que entrou em regime de comercialização nas cidades do Wako Kungo e Gabela. A segunda fase começa brevemente e vai beneficiar as localidades do Sumbe e Quibala. O projecto usa a tecnologia “CDMA 450” e é conhecido por ”Toque Mais” e a ligação aos utilizadores é feito através de uma central sem fios.José Garcia de Freitas explicou que esta tecnologia tem a capacidade para cobrir um raio de acção de 20 quilómetros. Algumas linhas servem para telefonia e outras para Internet e não difere da telefonia fixa. Cada central instalada tem mil linhas.

Fibra óptica submarina

O director da filial da Telecom informou que foi instalada ao longo da costa marítima de Angola uma rede doméstica de telecomunicações em fibra óptica submarina interligando a rede nacional de telecomunicações.
Sublinhou que existem pontos que permitem fazer a interligação com a rede nacional, situados em Cabinda, Soyo, Cacuaco, Porto Amboim, Benguela e Namibe. Devido à tecnologia utilizada na sua montagem, permite simultaneamente numa só linha transportar sinais de televisão, comunicações fixas, móveis, Internet de banda larga, radiodifusão e outros serviços.
“O Governo, através da Angola Telecom, está a investir em redes de maior capacidade para dar apoio aos outros operadores de comunicações desde televisão, radiodifusão, comunicações fixas e móveis”, salientou José de Freitas.

Dívidas à Angola Telecom

José Garcia de Freitas, director da filial da Angola Telecom no Kwanza Sul, revelou que vários serviços públicos e empresas particulares contraíram dívidas de mais de 80 milhões de Kwanzas, com realce para as empresas do Estado. Mas referiu que alguns clientes que têm amortizado as suas dívidas.
José Damião, estudante na Escola de Formação de Professores, congratulou-se com a  entrada em funcionamento das cabinas públicas no Sumbe, porque possibilita o contacto com familiares sem gastar muito dinheiro, visto que um cartão custa apenas 100 Kwanzas e com isso poupa-se nas recargas das operadoras de telefonia móvel.
Outros clientes contactados pela reportagem do nosso jornal mostraram-se satisfeitos com a medida do Governo em estender as telecomunicações às áreas rurais.

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