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Províncias prontas para combater o vírus do ébola

Adelaide Mualimusi | Ondjiva e Luísa Victoriano | Malanje

Autoridades sanitárias da província do Cunene reuniram-se no sábado com vários parceiros para definir estratégias destinadas a dar resposta à entrada de eventuais casos da epidemia do ébola, que afecta alguns países da África Ocidental.

Autoridades sanitárias estão a disseminar informações junto das populações para que se diminuam os riscos de contágio da doença
Fotografia: Eduardo Cunha

No encontro, em que estiveram profissionais de vigilância epidemiológica e efectivos da Polícia Nacional, das Forças Armadas Angolanas, Protecção Civil e Bombeiro e membros do Governo Provincial, foram dadas contribuições sectoriais para a elaboração do plano estratégico de construção de resiliência e analisadas as medidas de prevenção e contágio de outras doenças hemorrágicas.
As formas de agir na eventualidade do surgimento de algum caso suspeito da doença, tendo como base padrão o Plano Nacional de Contingência, foi outro dos assuntos abordados.
O coordenador da comissão provincial de Protecção Civil do Cunene, Paulo Calunga, disse ser necessário que a sociedade conheça melhor quais são as vias de contágio do ébola e os métodos de prevenção.
“O que se pretende é que cada informação, ao seu nível, seja dominada pela maioria da população”, disse o responsável, para explicar a necessidade da Polícia Nacional, que tem a Guarda Fronteira e a Protecção Civil e as Forças Armadas, para trabalharem com os órgãos da Saúde no aumento do esclarecimento.
 O vice-governador provincial para o sector Político e Social, Nascimento Veyelenge, disse que o encontro de aprovação do Plano Provincial de Contingência para o ébola, em referência e analogia ao Plano Nacional, contempla a responsabilização de todos os sectores intervenientes.
O objectivo do encontro foi ainda o de analisar em conjunto as melhores estratégias para que Governo e parceiros redobrem as acções preventivas, no sentido de procurar evitar a entrada deste vírus na região, através da fronteira com a Namíbia. Nesta região fronteiriça, o vice-governador exortou os efectivos do Serviço de Migração e Estrangeiros(SME) a estarem mais atentos na recepção dos estrangeiros e das mercadorias.
Nascimento Veyelenge disse ainda que o sector da Saúde está a desenvolver acções de esclarecimento junto das comunidades sobre as formas de transmissão, sintomas e prevenção do vírus,  numa altura em que decorrem acções semelhantes levadas a cabo pelas direcções envolvidas no plano.

Estratégias em Malanje

Membros do Conselho Provincial da Juventude (CPJ) e da JMPLA, força juvenil do partido no poder, foram sábado esclarecidos, na cidade de Malanje, sobre as formas de contaminação e prevenção do vírus ébola, com vista a evitarem o risco de disseminação da doença.
O coordenador regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), Luis Vasquez, disse que o ébola é um vírus causador da febre hemorrágica, que se propaga rapidamente de pessoa para pessoa e pode matar a vítima em pouco tempo. 
Luis Vasquez esclareceu que a referida doença se transmite por contacto directo com as pessoas doentes ou através do sangue e secreções de pessoas infectadas, como a urina e as fezes. A doença apresenta vários sintomas, com destaque para fortes dores musculares e borbulhas vermelhas na pele, muita saliva, suor e sémen.
O coordenador apontou a febre alta de início súbito, vómitos e diarreia com ou sem sangue, dores de cabeça e nas articulações, fraqueza e sangramento em qualquer parte do corpo, como os principais sintomas da doença.
O responsável da OMS pediu à população para evitar contacto com pessoas doentes sem protecção das mãos através de luvas ou saco de plástico forte e não furado, assim como abraçar, beijar, dar banho à pessoa falecida com a doença.  Pediu ainda para evitarem a carne de animais selvagens e para serem mais vigilantes e activos nas medidas de prevenção contra a febre hemorrágica do ébola.
O representante do CPJ, Paulo Jorge, garantiu  que a instituição vai continuar a promover acções do género para informar a população sobre a doença e aconselhou os jovens a passarem a informação às comunidades sobre as medidas de prevenção e de segurança, para evitar a doença.

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