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Pungo a Ndongo é uma

Venâncio Víctor | Malanje

A Igreja Católica em Malanje vai transformar a comuna de Pungo a Ndongo, no município de Cacuso, num santuário de referência colectiva, onde os cidadãos possam manifestar a sua fé em Cristo, anunciou sexta-feira o arcebispo daquela Diocese, D. Benedito Roberto.

D.Benedito Roberto garante que a capela da comuna também vai ser restaurada
Fotografia: Fernando Camilo | Edições Novembro | Sumbe

A pretensão da Arquidiocese deve-se ao facto de, em tempos idos, o local ter sido o ponto de concentração dos antigos missionários que se dirigiam ao Leste do país.
D. Benedito Roberto disse que a comuna conta actualmente com uma capela, que já recebeu visitas de arquitectos, para melhorar a sua estrutura, realçando, entre outros propósitos, o reavivamento e manutenção da fé cristã.
O arcebispo considerou Pungo a Ndongo uma terra de fé, assim como o é Malanje, daí referir que a província só seria pobre, caso não tivesse um ponto de referência colectiva, ou que manifeste a sua fé em Deus através da virgem Maria, mãe de Jesus.
“Neste momento, já convidei os arquitectos para fazerem estudos e criarem condições para que as pessoas possam ficar acomodadas, por altura das peregrinações”, disse D. Benedito Roberto.
O prelado anunciou que a primeira capela da Igreja Católica em Malanje, localizada no perímetro das Pedras Negras de Pungo a Ndongo, vai beneficiar brevemente de obras de restauro e ampliação, com vista a resgatar também a mística religiosa da região.
O padre Pedro, Chanceler da Igreja, louvou a iniciativa da mais alta entidade eclesiástica de Malanje em fazer algo maior no local, tendo em conta que se trata do primeiro lugar de evangelização, daí o seu elevado significado histórico.
“É um lugar tido como o mais antigo, comparativamente à estrutura da actual Arquidiocese de Malanje, onde se tinham instalado, pela primeira vez, os missionários católicos”, disse padre Pedro.
A referida capela foi construída, na década de 80, constituindo o primeiro lugar de evangelização, com a chegada dos primeiros missionários da Igreja Católica, os conhecidos “Capuchinhos”, oriundos de Itália, em viagem para o Leste de Angola.
O chanceler disse que o valor histórico e espiritual do local está narrado em vários livros, como o de D. Manuel Nunes e de um outro que retrata os 25 anos de evangelização em Angola.
A comuna de Pungo a Ndongo é também tida como o berço do metodismo, por ter sido também o local onde se instalaram os primeiros missionários metodistas, na localidade de Quiongua.
A região tem igualmente potencialidades agrícolas e turísticas, devido, em parte, às famosas formações de pedras, dai o nome Pedras de Pungo a Ndongo, segundo dados da administração.

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