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Quatro mil habitações postas à venda em 2020

Garrido Fragoso | Huambo

Os mais de quatro mil apartamentos da Centralidade da Caála, na província do Huambo, começam a ser comercializadas no segundo semestre do próximo ano, informou hoje, ao Vice-Presidente da República, a directora Comercial e de Marketing da empresa Kora Angola, construtora do empreendimento.

Fotografia: DR

Durante a curta visita de Bornito de Sousa à centralidade, Lídia Santos explicou que, depois de um longo período de interregno, as obras reiniciaram em finais do ano passado, acrescentando que as habitações estão em fase de acabamento, faltando apenas concluir as redes técnicas para o fornecimento de água e energia eléctrica.
“Entre Setembro e Outubro de 2020, a Centralidade da Caála, que fica a 23 quilómetros da cidade do Huambo, estará pronta para ser habitada”, garantiu Lídia Santos, destacando entre os equipamentos sociais em fase conclusão um centro polidesportivo, escolas primária e secundária, centros infantis e o Instituto Politécnico.
Bornito de Sousa percorreu durante largos minutos o empreendimento social, que comporta habitações todas de tipologia T3, com 2832 apartamentos do tipo C e D, 808 moradias de dois pisos (tipo B), 361 moradias térreas (tipo A) e 240 espaços comercias.
Ainda ontem, na companhia da governadora provincial do Huambo, Joana Lina, o Vice-Presidente da República visitou o Pólo Industrial da Caála, onde apenas funcionam as fábricas de mobiliário escolar e de lar, de betão, de colchões e reservatórios de água.
O director-adjunto do Instituto Industrial de Angola explicou que as unidades fabris garantiram até hoje a criação de 180 postos de trabalho directos.
Lourenço Texe disse que 174 funcionários nacionais e quatro expatriados garantem, na fábrica de mobiliário escolar, a produção diária de 200 carteiras e 10 camas hospitalares.
Lourenço Texe apontou como principal constrangimento, para a concessão de terrenos aos industriais, o facto de a sua instituição não ter sido concedido, até agora, direito de superfície dos 830 metros quadrados sobre os quais foi erguido o Pólo Industrial da Caála.
“Temos 830 metros quadrados disponíveis para a implantação de projectos industriais, mas não possuímos o direito de superfície sobre este espaço”, disse Lourenço Texe, salientando que o assunto já é do conhecimento da governadora provincial e está entregue ao Ministério do Ordenamento do Território.
Sublinhou que ao Instituto Industrial de Angola já chegaram algumas propostas, que não foram materializadas devido aos constrangimentos encontrados. “Não temos como fazer a concessão de terrenos para que as indústrias sejam implantadas no Pólo”, referiu.
O responsável do Instituto Industrial de Angola sugeriu que o sector privado assuma a responsabilidade na construção, exploração e gestão do Pólo Industrial da Caála.
“A gestão poderia ser feita em forma de condomínio industrial, onde são implantadas várias empresas e o promotor responsável pela exploração e gestão, seja ele mesmo a gerir toda a funcionalidade do Pólo Industrial da Caála”, referiu.

Visita ao hospital e à Agromerca
O Vice-Presidente visitou, a meio da manhã de ontem, ao hospital municipal da Caála, durante a qual a sua directora, Beatriz Vieira Kanguelenga, deu explicações sobre o seu funcionamento. .
Bornito de Sousa depositou antes uma coroa de flores no túmulo do soba Huambo Calunga, seguindo, depois, para umas das pedras que serviu para se refugiar da perseguição colonial.
Ainda ontem, Bornito de Sousa visitou as quatro naves da Agromerca – Pagagro, empresa vocacionada à selecção, lavagem, análise química, processamento e embalagem de produtos agrícolas, como batata rena, cenoura, repolho e milho.
Mbiavanga Samuel, técnico da área de produção, avançou que há perspectiva de aumento e diversificação dos produtos, porque a empresa está, desde a última terça-feira, ligado à rede eléctrica nacional, deixando de trabalhar com a energia de geradores a diesel.
“Estamos, actualmente, a produzir perto de 30 a 40 toneladas de batata rena e 50 toneladas de repolho, mas com a ligação à rede eléctrica desde a última terça-feira, esperamos, com esta mais-valia, aumentar e diversificar os produtos”.
Os produtos que a Agromerca - Pagagro tem processado são fornecidos, na sua maioria, por cooperativas de camponeses do município da Caála, que constituem, disse o técnico, parceiros importantes da empresa, que conta com 20 trabalhadores. Os produtos embalados são comercializados nos mercado de Luanda e Benguela.
Bornito de Sousa, acompanhado da governadora Joana Lina e da secretária de Estado para Administração do Território, Laurinda Cardoso, fez ainda uma curta paragem na fazenda MM, que ocupa uma área de 81 hectares de hortofrutícolas.
O Vice-presidente da República foi recebido depois, na capela da Nossa Senhora do Monte, pelos arcebispos Dom Zeferino Zeca Martins e Dom José de Queirós Alves, da Arquidiocese do Huambo. Na mensagem de boas vindas, Dom Zeferino Zeca Martins realçou a necessidade de requalificação do santuário para oferecer melhores condições aos fiéis.
A visita do Vice-presidente Bornito de Sousa culminou com uma reunião do conselho municipal de auscultação da comunidade, em que o administrador da Caála, Francisco Jamba Kata, fez a apresentação do relatório síntese do município.
O Vice-Presidente da República regressou ao final da tarde de ontem a Luanda.

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