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Queda de ponte interrompe a circulação

A circulação rodoviária entre o município do Quilengues e a comuna do Dindi, na Huíla, foi interrompida na semana passada, devido ao desabamento da ponte sobre o Rio Tchanhewa, em consequência da sobrelotação de um camião carregado de tijolo e de fortes chuvas, o que deixa isoladas mais de 30 mil pessoas de diferentes localidades.

Ponte sobre o Rio Tchanhewa desabou em consequência da sobrelotação de um camião carregado com tijolos e fortes quedas pluviométricas
Fotografia: João Gomes

As autoridades de Quilengues estão preocupadas com esta situação, provocada pela passagem de um camião carregado com dois mil tijolos e pelas fortes chuvas que se fizeram sentir.
A administradora comunal do Dindi, Ana Natchamba, referiu que a ponte era a única via de acesso a diversas localidades do município de Quilengues e criticou a atitude do motorista do camião, que resultou nesta tragédia.
Se a circulação não for reposta rapidamente, alerta a administradora, várias obras de impacto social, como a construção de escolas, postos e centros saúde, casas, sistemas de abastecimento de água e outros projectos em curso na região podem paralisar.
“A nossa comuna está praticamente situada numa ilha e com o desabamento da ponte ficamos isolados, tanto da sede municipal como da estrada que dá acesso ao município da Bibala, província do Namibe, passando pela comuna do Hole”, referiu Ana Natchamba, recordando que a infra-estrutura de betão, com cerca de 50 metros de cumprimento e erguida em 1957, já apresentava fissuras há muito tempo. Localidades como o Muiva, Lucondo, Quicuco, Hole, Dindi, Cacimbas, Caringuiri, Txingulu, Pira, Catala e Vombo, entre outras de reconhecida vitalidade económica ficaram completamente isoladas.
 O desabamento da ponte também provoca grandes dificuldades às 29 fazendas da cooperativa agro-industrial Aurora Impulo, que está a reactivar grandes superfícies agrícolas na região de Quilengues. Pela ponte transitava grande parte dos equipamentos e sementes agrícolas. O vice-presidente da cooperativa, Almeida Pinho, defendeu a manutenção da ponte sobre o Tchanhewa e a colocação urgente de pontes metálicas na localidade da Pira, Cangingi, Tepa, Tchitati, Muchagi e Hole, para permitir a circulação das pessoas e a passagem de meios técnicos.
Indicou que a admnistraçao muncipal de Quilêngues, preocupada com a gravidade da situação já pediu a intervenção das Forças Armadas Angolas, FAA, para a montagem das referidas  pontes. O administrador municipal de Quilengues, Armando Vieira, reconheceu que o desabamento da ponte vai trazer grandes dificuldades à actividade mercantil.
 “A reabilitação desta ponte é urgente, pois permite as trocas comerciais entre o campo e a cidade”, sublinhou, alertando para eventuais consequências para a segurança alimentar das populações.
O Instituto de Estradas de Angola, Ministério da Construção e Governo Provincial da Huíla já foram notificados sobre a gravidade da situação criada com o desabamento da ponte sobre o Rio Tchanhewa.

* Com Leonel Kassana

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