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Quibala precisa de banco de sangue

Casimiro José | Quibala

A falta de um banco de sangue no Hospital Municipal da Quibala, província do Cuanza Sul, constitui uma das principais preocupações da direcção do estabelecimento clínico, numa altura em que se registam muitos casos de pacientes a necessitar de transfusões de sangue.

Vista parcial do Hospital Municipal onde muitos pacientes a necessitar de transfusão acabam por morrer por falta de sangue em stock
Fotografia: Dombele Bernardo

O director administrativo da instituição, Segunda Martins, que manifestou a preocupação, referiu que a unidade recebe vários pacientes em estado crítico, boa parte deles precisando de sangue, em consequência de acidentes rodoviários.
Segunda Martins explicou que a localização da vila da Quibala,  eixo da circulação rodoviária entre o Norte, Centro e Sul do país, tem registado  aumento de acidentes. “Muitas destas vítimas, por falta de sangue, acabam por morrer.” O director administrativo disse que os dadores voluntários de sangue muitas vezes chegam tarde para socorrer pacientes que precisam de transfusão, o que é fatal para o doente e desconfortável para os técnicos de saúde.
Segunda Martins informou que o hospital não dispõe de morgue, o que dificulta a conservação de corpos, situação que se torna mais embaraçosa quando a identificação do cadáver demora muitos dias.
Outro aspecto que preocupa a direcção do Hospital da Quibala tem a ver com a falta de médicos de ortopedia. Por este facto, os casos de traumatologia são evacuados para os hospitais do Amboim, Cela e Sumbe, um processo que  por vezes acaba mal devido á distância e ao tempo de viagem.
O Hospital Municipal da Quibala, com capacidade para  60 internados, presta serviços de banco de urgência, medicina geral, pediatria, maternidade, ortopedia e laboratório de análises clínicas, áreas asseguradas por quatro médicos, sendo três expatriados, dois técnicos de diagnóstico e terapêutica, 57 enfermeiros e nove auxiliares hospitalares.

Testagem voluntária

O serviço de aconselhamento e testagem voluntária (CATV) testou, durante os meses de Janeiro e Fevereiro deste ano, um total de 390 cidadãos, com quatro resultados positivos.
As autoridades sanitárias referem que a tendência de casos de infecções por doenças sexualmente transmissíveis, incluindo a Sida, tende a baixar consideravelmente, em função das palestras de sensibilização. Apesar dos actuais indicadores, as instituições da Saúde consideram a situação  “preocupante”, pelo facto de muitos cidadãos recusarem ainda a realização de testes voluntários  para conhecerem o seu estado serológico.

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