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Raparigas aprendem a coser

Fernando Neto | Tomboco

É importante que a juventude se preocupe com a sua formação, para melhor encarar as dificuldades que eventualmente possam surgir no futuro, afirmou Joana Pedro, uma jovem de 20 anos, integrante de um grupo de 14 raparigas que frequentam, há dois meses, o curso de corte e costura.

Acção formativa para as raparigas
Fotografia: Adolfo Dumbo|Mbanza Congo

 

É importante que a juventude se preocupe com a sua formação, para melhor encarar as dificuldades que eventualmente possam surgir no futuro, afirmou Joana Pedro, uma jovem de 20 anos, integrante de um grupo de 14 raparigas que frequentam, há dois meses, o curso de corte e costura, nas unidades móveis adstritas ao Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (Inefop), no município de Tomboco, província do Zaire. 
Nas unidades móveis são ministrados também cursos de serralharia, alvenaria, electricidade e canalização. Nestes cursos, inseridos na segunda fase de formação, estão inscritos 115 formandos do sexo masculino.
Joana Pedro aconselha os outros jovens desempregados a não desperdiçarem as oportunidades que o Governo coloca à sua disposição, para evitar arrependimentos no futuro.
Ela já tem no seu curriculum um curso de electricidade feito durante a primeira fase. Agora, aprende corte e costura. Joana Pedro diz ser apologista da ideia de que é fundamental conciliar a formação académica e a profissional, por isso no tempo que resta depois da escola vai ao curso.
Confessa ter adquirido no curso de electricidade conhecimentos que a habilitam a efectuar a instalação eléctrica completa de uma casa.
 Apesar da sua fácil aprendizagem, Joana reconhece as dificuldades que encontra agora durante as aulas de corte e costura. Louva o rigor pedagógico e a paciência demonstrados pelos formadores.
“Têm sido muito pacientes, repetindo a explicação da matéria várias vezes. Isto tem contribuído bastante para a compreensão dos conteúdos”, disse, reprovando a atitude de algumas jovens que têm desistido das aulas. “O futuro prepara-se”, aconselha Joana Pedro.
Marta Daniel, outra formanda do mesmo curso, afirmou que acorreu às unidades móveis do Inefop para garantir a sua formação profissional e com ela assegurar o seu futuro, muito embora o mercado de emprego no Tomboco ofereça poucas oportunidades.
Estudante da 10ª classe do Puniv (pré-universitário), Marta esclareceu à nossa reportagem que com a formação profissional, passará a fazer biscates para conseguir algum dinheiro para a sua sobrevivência.
 Questionada sobre o seu maior sonho, respondeu: “gostaria de ser alguém capaz de trabalhar num dos órgãos do Governo. Neste momento, apenas me dedico à lavoura, para ajudar a economia da casa dos meus pais”.    
O coordenador provincial das unidades móveis de formação profissional no Zaire, Lusualamo Manza, informou ao Jornal de Angola que a introdução do curso de corte e costura no conjunto de outras especialidades, atraiu um grande número de adolescentes do sexo feminino a nível da província.

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