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Ravina ameaça cortar circulação do comboio

Matias da Costa |

Uma ravina de grande proporção pode suspender a circulação dos comboios do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) entre as províncias do Bié e do Moxico.

Ligação ferroviária entre Bié e Moxico pode ser interrompida
Fotografia: Estanislau Costa | Edições Novembro | Huíla

A ravina, que se desenvol­ve na comuna do Munhango, município do Cuemba, Bié, apresenta índices de perigosidade à passagem de nível do CFB.
O Governo Provincial do Bié fez deslocar ao local uma equipa de técnicos chefiada pelo vice-governador para o sector Técnico e Infra-estruturas, José Tchatuvela, que constataram com preocupação a gravidade da progressão da ravina.
Na oportunidade, o vice-governador disse à imprensa ser uma situação que preocupa o governo local, que procura soluções imediatas tendentes a estancar a ravina.
José Tchatuvela, sem avançar as dimensões da ravina, afirma que a direcção do CFB já está notificada sobre as actuais condições do percurso ferroviário naquela região, da qual aguardam auxílio oportuno.
O responsável da província pelos serviços Técnicos e Infra-estruturas fez saber que a região do Bié é planáltica, com um tipo de relevo propenso à erosão e abertura de ravinas, principalmente devido às fortes chuvas que se abatem sobre a região.
Na província do Bié o comboio do CFB voltou a apitar em 18 de Junho de 2012, com um percurso de 326 quilómetros do Chinguar ao Mu­nhango. A província dispõe de 13 estações reabilitadas e o comboio tem sido o grande impulsionador nas trocas comerciais e criação de rendimentos para as famílias de Benguela, Huambo, Bié e Moxico.

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