Províncias

Realizada megacampanha de recolha de lixo

Elautério Silipuleni | Ondjiva e Jesus Silva | Lobito

Uma megacampanha de limpeza e de recolha de resíduos sólidos a nível da cidade e de bairros de Ondjiva foi realizada domingo, pela Administração Municipal do Cuanhama, em parceria com empresas locais e munícipes.

Reprovada atitude de muitos munícipes que depositam o lixo no chão ao invés dos contentores e pontos de tranferência construídos
Fotografia: Dombele Bernardo

O administrador municipal adjunto do Cuanhama, José da Rosa Bessa, disse que a cidade de Ondjiva tem registado ultimamente muitos amontoados de lixo, o que deixa as operadoras de saneamento e limpeza sem capacidade de resposta à situação.
Em função disso, a administração mobilizou os munícipes, para que participem na campanha com o fim de diminuir esses focos de lixo e promover a saúde e o bem-estar social.
José Bessa aproveitou a ocasião para reprovar a atitude de muitos munícipes que continuam a depositar o lixo no chão ao invés dos contentores e pontos de transferência construídos para o efeito, o que dificulta, muitas vezes, a limpeza da cidade e garantiu que campanhas do género vão ser desenvolvidas quinzenalmente, até que a situação financeira das operadoras de saneamento básico se resolva.
O administrador municipal apelado às várias sensibilidades que participaram no referido trabalho a manterem o mesmo espírito, para o bem de todos quantos fazem de Ondjiva a sua moradia. “Vamos todos trabalhar para mantermos limpo a nosssa cidada, apostando nas campanhas de recolha de lixo e de embelezamento. Trata-se uma tarefa dificil, mas não impossível”, disse.

Novo modelo no Lobito

No Lobito, o administrador municipal, Alberto N’gongo, reuniu-se com os seus representantes comunais, responsáveis de empresas públicas e privadas, autoridades tradicionais, líderes comunitários, entidades religiosas e da sociedade civil, para dar a conhecer o novo modelo de recolha de lixo.
No encontro, foram esclarecidos os direitos e deveres dos munícipes e a nova política a ser implementada pelo Estado, no que concerne à comparticipação na recolha do lixo, pagamento da água e da energia eléctrica. Foi ainda discutida a fixação de uma taxa para todas as pessoas, que queiram visitar a Ponta da Restinga, com vista a arrecadação de receitas que permitam a conclusão dos projectos estruturantes previstos para a cidade.
Neste contexto, os participantes deram as suas contribuições sobre os valores monetários a serem pagos pelas empresas e pelos cidadãos, impostos que vão ser lavrados em documento e apresentados aos munícipes em breve.Alberto N’­gongo referiu que as quantias a serem cobradas devem ser depositadas numa empresa, a ser criada especificamente para o pagamento dos trabalhadores e da aquisição dos meios a serem envolvidos na limpeza da cidade e bairros periféricos, estando a administração fora dessa tarefa e  anunciou que os restaurantes localizados na orla marítima vão ser reformulados, numa nova metodologia de regulamento a ser criada pela Administração Municipal do Lobito.
Por este facto, a Capitania do Lobito foi proibida de renovar licenças e de realizar cobranças à pessoas particulares, tendo em conta que se regista a expansão dos espaços outrora ocupados e a tendência de alguns cidadãos em pretender privatizar a praia.
Alberto N’gongo disse que a Administração Municipal do Lobito vai pôr fim à existência de casebres de papelão que estão a ser erguidos nos bairros da Caponte e Compão e explicou que as pessoas vão ao Lobito, provenientes de outras regiões para comprar sal ou para frequentar óbitos, apaixonam-se pela cidade e acabam por ficar.
Por este facto, o administrador Alberto N’gongo referiu que vão ser impostas algumas regras para disciplinar as pessoas a não deitarem o lixo ao chão. Assim, doravante todos os administradores de zonas passam a ter a denominação de coordenadores de zona.

Tempo

Multimédia