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Reclusos beneficiam de água canalizada

Justino Vitorino| Huambo

Os reclusos da principal unidade penitenciária do Huam-bo beneficiam de água canalizada, com a inauguração, segunda-feira, do primeiro sistema de captação, tratamento e distribuição, equipado com painéis solares e captações subterrâneas.

Detidos na província tem agora a vida mais facilitada com a inauguração do empreendimento
Fotografia: Francisco Lopes | Huambo | Edições Novembro

O sistema, construído pelo Governo no âmbito do Programa “Água para todos” e para melhorar a qualidade de vida dos reclusos, comporta quatro reservatórios com campacidade de bombear 20 mil litros por hora e orçou em 7 milhões de kwanzas aos cofres do Estado.
O governador do Huambo, João Baptista Kussumua, apelou os reclusos para preservarem o bem colocado à sua disposição com vista a que tenha maior tempo de vida útil. O governante garantiu, por outro lado, que consta entre as prioridades do Executivo expansão destes serviços a outras localidades para melhorar a saúde das populações. “Com a construção destes equipamentos sociais, os reclusos deixam de consumir água dos tanques-reservatórios, considerados não adequados para armazenar o precioso líquido, evitando com isso, o surgimento de doenças”, disse Kussumua.

Melhores condições

O director provincial em exercício dos Serviços prisionais do Huambo, o intendente José Vaz dos Santos, mostrou-se satisfeito e considerou que o novo sistema de abastecimento de água na prisão vai melhorar as condições de vida não só dos re-clusos, mas todos, incluindo também os próprios funcionários da instituição. A unidade penitênciaria do Huambo tem capacidade de acolher 820 reclusos e neste momento tem 1.167 internados, entre detidos e condenados.

Actividade agrícola

O director provincial em exercício da Unidade Penitenciária pediu ao Governo apoio material para que a unidade possa aumentar as suas áreas de produção agrícola. O intendente penitenciário José Vaz da Piedade dos Santos disse que os reclusos necessitam de instrumentos de trabalho, fertilizantes, sementes de diversas hortícolas, para trabalhar a terra e melhorar a sua dieta alimentar. “Pretendemos praticar uma agricultura mecanizada para produzirmos em maior escala e melhorarmos as condições sociais dos nossos reclusos”, salientou.

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