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Reclusos estão a beneficiar de formação profissional

João Constantino | Cuito

Os Serviços Penitenciários do Bié estão a reforçar as estratégias de reeducação dos reclusos, com formação técnico-profissional e alfabetização, para que estes possam com maior facilidade ser reintegrados na sociedade, disse ontem, no Cuito, o seu director.

O intendente prisional, chefe Paulo Maria Borges, referiu que, no âmbito destas estratégias, mais de 50 reclusos da província do Bié estão a beneficiar de aulas de alfabetização da primeira à sexta classe e de formação técnico-profissional, enquanto cumprem as suas penas.
O director provincial dos Serviços Prisionais, que falava numa conferência de imprensa, organizada pelo Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério do Interior, disse que a aposta do sector é a humanização dos serviços prisionais.
Lamentou o facto de actualmente faltarem algumas condições nas cadeias, por terem pouca capacidade de acolher os reclusos, o que origina a superlotação das celas. Esta situação fica ultrapassada com a conclusão das obras da cadeia do Cuquema.O director explicou que a unidade prisional do Cuquema, com obras paralisadas há mais de um ano, mas com previsão de reinício em breve, vai dispor de uma capacidade para 1.500 reclusos.

Direitos salvaguardados
/>Paulo Borges salientou que os reclusos têm os seus direitos constitucionais salvaguardados, gozando do direito à religião, ao ensino, à saúde e à alimentação, entre outros.
Confirmou  que os reclusos têm direito a três refeições diárias e lazer, enquanto as mulheres grávidas e mães com filhos recém-nascidos têm tratamento especial durante o tempo determinado por lei.
Paulo Borges confirmou que a população penal da província é de 775 reclusos, sendo 390 detidos, dos quais 180 têm os processos em fase de instrução e 120 em fase judicial.
O director dos Serviços Prisionais admitiu que tem existido fugas de prisioneiros nas unidades sanitárias, onde estes são encaminhados por situações de doença grave.
“Já tivemos duas ou três fugas de prisioneiros, mas felizmente foram recapturados pelas nossas forças”, disse Paulo Borges, para explicar que as mesmas não acontecem dentro dos estabelecimentos prisionais, mas nas unidades de saúde.

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