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Rede de distribuição de água potável é reforçada

Isidoro Samutula | Dudo

Mais de 140 mil habitantes da cidade do Dundo, na província da Lunda Norte, vão beneficiar de água potável, nos próximos anos, no quadro dos projectos de desenvolvimento institucional do sector das águas (PDISA),

A cidade do Dundo beneficiou há quatro anos da primeira fase do projecto de alargamento da rede de distribuição de água
Fotografia: Domiano Fernandes

que prevê maior incidência no alargamento da rede de distribuição às zonas periféricas da cidade, anunciou ontem a responsável da área do ambiente da Direcção Nacional das Águas.
Alexandrina Pires falava durante um encontro que reuniu os membros do Governo Provincial, autoridades tradicionais e eclesiásticas, estudantes e organizações comunitárias, para discutir a consistência do projecto a nível das comunidades, identificar e prever os possíveis impactos ambientais e sociais, de forma a melhorar substancialmente o abastecimento de água aos principais bairros da periferia da cidade do Dundo.
A responsável da área de ambiente da Direcção Nacional de Águas esclareceu que o projecto é co-financiado pelo Banco Mundial e Governo Angolano, através do Ministério de Energia e Águas.
O plano director de abastecimento de água e saneamento da cidade do Dundo, elaborado recentemente, demonstrou a baixa cobertura que se verifica actualmente e por isso o Ministério de Energia e Águas solicitou ao Banco Mundial um reforço de financiamento para o alargamento da rede de abastecimento de água à cidade. O projecto começa a ser implementado a partir do segundo semestre de 2016, disse Alexandrina Pires, avançando que se deve tomar todas as medidas relacionadas com o saneamento básico para assegurar a durabilidade do projecto, que considerou ser de grande impacto social para as populações.
As cidades do Dundo e do Namibe fazem parte do projecto PDISA-2, para além das cidades abrangidas no PDISA-1, como Ndalatando, Uíge, Malanje, Cuito, Huambo, Lubango e Luena, que teve início em 2010, com a construção de 643 quilómetros de rede, 132 mil ligações domiciliárias e uma abrangência de 924 mil pessoas. Para a segunda fase do projecto, vão ser executados 1.220 quilómetros de rede, com 192 mil ligações domiciliárias e uma abrangência de 1.­344.000 pessoas.
O Banco Mundial só financia projectos que sejam social e ambientalmente sustentáveis, o que significa que, antes de haver um acordo de financiamento, exige ao Governo documentos sobre o quadro de gestão ambiental e social e de políticas de reassentamento, como condições para o arranque das obras.
No quadro de gestão ambiental e social, a responsável explicou que consiste na identificação do projecto e das políticas operacionais a serem accionadas, a identificação dos impactos ambientais e sociais associados às actividades do projecto, bem como as medidas de mitigação.
Outras exigências para a viabilização dos projectos financiados pelo Banco Mundial dizem respeito ao seu enquadramento na legislação ambiental e laboral angolana, as metodologias de monitorização durante a fase de implementação do projecto e a atribuição de responsabilidades de monitorização e definição de um organigrama de comunicações e responsabilidades. Em relação às políticas de reassentamento, estabelece a metodologia de compensações sobre as áreas atingidas e a monitorização das compensações sobre bens e serviços afectados.
A cidade Dundo beneficiou em 2011 da primeira fase do projecto de alargamento e expansão da rede de distribuição de água potável em zonas de maior aglomeração populacional.
As obras de reparação e aumento da capacidade abrangeram os sistemas de abastecimento de água do Mussungue, com capacidade para 7.200 metros cúbicos por dia, Cazunda, com 2.800 metros cúbicos por dia, Cabemba, com 500 metros cúbicos dia, e Cassamba, com 320 metros cúbicos por dia, para um universo de mais de 20 mil famílias.
A segunda fase de melhoria do abastecimento de água começou este ano e consiste na concretização de acções a nível das redes de distribuição, principalmente na instalação de mil ligações domiciliárias na cidade do Dundo e arredores.
Está igualmente concluída a estação de captação de água do Luachimo, que vai abastecer a nova cidade do Dundo. A infra-estrutura tem 185 metros de altura, com um sistema de bombagem de 300 metros cúbicos por hora e uma capacidade de produção diária de 20 mil metros cúbicos de água.

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