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Rede sanitária é considerada aceitável tendo em conta o número de habitantes

Marcelo Manuel |

A rede sanitária do Kwanza-Norte - que dispõe de 82 unidades sanitárias, com o total de 754 camas - é considerada aceitável pelo Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística do Ministério da Saúde, tendo em conta os 420 mil habitantes da província.

A rede sanitária da província do Kwanza-Norte dispõe de 82 unidades sanitárias , com um total de 754 camas
Fotografia: Nilo Mateus

A rede sanitária do Kwanza-Norte - que dispõe de 82 unidades sanitárias, com o total de 754 camas - é considerada aceitável pelo Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística do Ministério da Saúde, tendo em conta os 420 mil habitantes da província.
Um documento, divulgado em Ndalatando, refere que o número de camas por pacientes é de 2.20 para mil habitantes.
Os municípios de Cazengo e Samba Cajú são os que estão pior servidos, com 0,77e 0,85 camas por mil habitantes.
O documento sublinha que, na altura da recolha de dados, além das 82 unidades sanitárias, havia 28 que se encontravam paralisadas ou por “falta de condições estruturais”, a aguardar a inauguração ou em fase de conclusão.
Neste último caso, está o hospital regional de Ambaca, em construção desde Janeiro de 2008, que deve ficar concluído em Abril e vai atender, também, pacientes do Bengo, Uíge e Malanje. Neste momento, procede-se à instalação da parte eléctrica, pintura e da colocação do tecto em alguns blocos.
Os equipamentos das áreas técnicas e administrativas já estão a ser montados. O hospital, que ocupa um perímetro de 15 mil metros quadrados, tem capacidade para 70 camas e dispõe de salas de internamento, partos, radiologia, oftalmologia, ginecologia, pediatria, oncologia e de cuidados intensivos, além de farmácia e morgue.
Nas traseiras do edifício foram construídas 16 casas para médicos.
As unidades sanitárias públicas existentes na província foram construídas, na maioria, no tempo colonial, 37 por cento na década de 90 e as restantes na fase actual. As unidades municipais com laboratório são as de Ambaca, Banga, Bolongongo, Ngonguembo, Kikulungo e Samba Cajú, Lucala, Cazengo, Cambambe. Seis centros municipais funcionam sem ambulância.O diagnóstico laboratorial de infecções transmitidas sexualmente é realizado em oito municípios, num total de 43 unidades sanitárias, e o tratamento do corte vertical, em cinco.
Os únicos serviços de radiologia estão nos municípios de Cazengo, Cambambe e Lucala, mas neste último não funciona por falta de energia eléctrica. Ao todo, 74 por cento das unidades hospitalares funcionam sem água canalizada, embora a maior parte delas sejam postos de saúde. A situação é mais preocupante no município de Ngonguembo, Lucala, Ambaca e Samba-Cajú. O sector da Saúde no Kwanza-Norte funciona com 43 médicos, cinco técnicos superiores, 134 enfermeiros de nível médio, 380 básicos, 335 de apoio, totalizando 884 funcionários.

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