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Registadas centenas de casos numa semana

Narciso Chicuco| Luena

Um total de 219 casos de malária foram registados, de segunda-feira até ontem, no banco de urgência do Hospital Geral do Moxico, situação que preocupa as autoridades sanitárias locais, revelou ontem o director em exercício da instituição.

Fotografia: Maria Augusta| Edições Novembro

Jorge Lemos de Sousa avançou que o banco de urgência, no sector de Medicina, diagnostica semanalmente uma média de dez doentes com malária, mas, por falta das condições, os técnicos passam apenas as receitas para que os pacientes façam a medicação em casa.
Por causa das dificuldades de internamento, o director em exercício salientou que só os doentes mais graves ficam internados para observação geral no hospital.
Jorge Lemos de Sousa do Moxico afirmou que o Hospital Geral e outras unidades clínicas da província têm estado a fazer esforços na sensibilização dos doentes e de seus familiares, através de palestras diárias sobre as formas de prevenção e combate da malária e mais enfermidades.
Além da malária, o banco de urgência do Hospital Geral do Moxico registou, entre os dias 20 e 26 deste mês, a entrada de 366 pacientes com patologias diversas, disse Jorge Lemos de Sousa.
O director em exercício da instituição disse que foram assistidos 54 pacientes com febre tifóide, 41 com infecções respiratórias, 11 com gastrites, seis com doença diarreica aguda e um caso cada de queimadura, intoxicação por ingestão de medicamento.A unidade clínica atendeu ainda nesta semana um total de 22 pacientes vítimas de ferimentos em acidentes de viação, três por agressões físicas e oito casos de traumatismos. Jorge Lemos de Sousa revelou que dos 366 casos atendidos, a unidade hospital do Moxico registou cinco óbitos, por causas relacionadas com tuberculose pulmonar, acidente vascular cerebral e por osteomielite. A última enfermidade, a osteomielite, é, em princípio, uma inflamação óssea, usualmente causada por infecção bacteriana ou fúngica, que pode permanecer localizada ou difundir-se, comprometendo a medula. Os ossos, que normalmente estão bem protegidos da infecção, podem infectar-se por três vias, sendo pela circulação sanguínea, invasão directa e as infecções dos tecidos moles adjacentes. A circulação sanguínea pode transmitir uma infecção aos ossos a partir de outra área do corpo.
A infecção, saliente-se, costuma manifestar-se nas extremidades dos ossos do braço e da perna no caso das crianças e na coluna vertebral. As vértebras também podem ser infectadas pelas bactérias.
Como tratamento da osteomielite, nas crianças ou adultos com infecções ósseas recentes a partir da circulação sanguínea, os antibióticos são o tratamento mais eficaz. Se não se pode identificar a bactéria que provoca a infecção, administram-se antibióticos eficazes contra o Staphylococcus aureus (a bactéria causadora mais frequente) e, em alguns casos, contra outras bactérias.
No princípio, os antibióticos podem ser administrados por via endovenosa e mais tarde por via oral, durante um período de quatro a seis semanas, dependendo da gravidade da infecção.
Algumas pessoas necessitam de meses de tratamento. Em geral, não está indicada a cirurgia se a infecção for detectada na sua fase inicial, embora, por vezes, os abcessos sejam drenados cirurgicamente.
Para os adultos que sofrem de infecções nas vértebras, o tratamento habitual consiste na administração de antibióticos adequados durante seis a oito semanas, por vezes em repouso absoluto.

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