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Registo de nascimento ganha um novo impulso

José Chaves | Andulo

O projecto de massificação do registo de nascimento vai ganhar novo impulso, a partir de agora a nível do município do Andulo, depois de um grupo de 50 parteiras tradicionais concluir, ontem, uma formação de capacitação, no âmbito deste programa do Executivo.

Munícipes do Andulo aderem ao registo
Fotografia: Santos Pedro|Edições Novembro

O programa, denominado “Nascer com registo” é uma iniciativa que está a ser levada a cabo pelo Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, em parceria com os da Saúde, Família e Promoção da Mulher e é apoiada pela União Europeia e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Durante dois dias, as participantes vão abordar temas relacionados com a importância do registo de nascimento e os documentos necessários, para que as famílias possam fazer o registo das suas crianças, entre outros temas.
A representante da Direcção Provincial da  Família e Promoção da Mulher, Alda Miguel, explicou que o curso visou capacitar as parteiras tradicionais na temática de registo de nascimento para a sensibilização das famílias e promover o direito da criança ao registo de nascimento.
Apelou para a responsabilidade da maternidade e da paternidade, chamando a atenção dos pais para a importância da escolha do nome a atribuir ao filho, bem como do registo de nascimento como condição para o acesso a outros direitos.“É preciso estimular as famílias a registarem as crianças logo após o nascimento.” As parteiras, que recebem no fim do seminário diplomas de participação, agradeceram a formação e prometeram transmitir os conhecimentos adquiridos junto das comunidades.
A administradora municipal adjunta do Andulo, Natália Catumbela, disse que, com este seminário de capacitação, se abre caminhos para a redução do número de crianças sem o registo de nascimento. Sublinhou ainda que as parteiras tradicionais têm uma grande responsabilidade de transmitir às comunidades a importância do registo de nascimento para as crianças e sobre a necessidade de elas educarem a população a registar-se.
As parteiras tradicionais responsáveis por grande parte dos nascimentos nas zonas rurais têm beneficiado de acções de formação em todo o país.

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