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Retomada reabilitação da via Luzí/Cangamba

Lino Vieira| Luena

As obras na Estrada Nacional 180, nas localidades do Luzí e de Cangamba, no município do Luchaze, província do Moxico, numa extensão de 155 quilómetros, foram retomadas na semana passada depois de ficarem paralisadas durante dois anos devido a falta de financiamento.

Via que está a ser reabilitada no município do Luchaze
Fotografia: Marcelo Manuel | Edições Novembro

O responsável da empresa “Tea”, José Guillen Baez, assegurou que até ao término das chuvas a obra vai atingir 60 quilómetros de pavimentação dos solos.
“Se não houver outros problemas de financiamento”, disse, são asfaltados até Agos-to próximo 60 quilómetros de troço, dos 155 quilómetros previstos.
José Guillen Baez, que fa-lava durante a visita que o governador Gonçalves Muandumba efectuou à obra, afirmou que apesar de problemas financeiros que têm estado na origem das constantes in-terrupções, a obra é concluída no prazo de dois anos.
Segundo José Guillen Baez, a requalificação do troço entre Luzí e Cassamba teve inicio em 2014, com muitas interrupções devido a falta de verbas. Não obstante isso, desta vez tudo está a ser feito para que os constrangimentos do passado não se repitam.
Luchaze é o município com as piores estradas na província do Moxico. Devido aos solos arenosos, a circulação é feita com bastantes limitações, o que impossibilita o pleno desenvolvimento da região. Moisés Caiongo, um  habitante do Luchaze, disse que a conclusão da estrada que dá acesso ao município   traz  mais desenvolvimento e reduz o tempo de viagem para o Luena.
O interlocutor do Jornal de Angola afirmou que devi-do à inacessibilidade da via, o município não dispõe de nenhum serviço de transporte intermunicipal.
A alternativa para o transporte de pessoas e mercadorias, segundo Moisés Caiongo, tem sido o recurso a camiões, com capacidade para superar as dificuldades que o terreno apresenta.
Devido a estes problemas, os habitantes da comuna de Tembué optam por se deslocar para o município do Cuito Cuanavale, na província do Cuando Cubango, para efectuarem os seus negócios, em vez de irem para a cidade do Luena.

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