Províncias

Revitalização de projectos tira jovens do desemprego

Manuel Fontoura | Ndalatando

Um plano estratégico de reaproveitamento de alguns projectos sustentáveis a nível da província do Cuanza-Norte, actualmente paralisados, poderá a curto prazo tirar milhares de jovens do desemprego, afirmou, em Ndalatando, o director provincial do Gabinete para o Desenvolvimento Económico e Integrado.

Panorâmica de Ndalatando a capital do Cuanza-Norte
Fotografia: DR

Fernando Mesquita, que falava no final da primeira sessão técnica ordinária do Governo Provincial do Cuanza-Norte, disse que o reaproveitamento desses projectos passa por medidas concretas, que estão a ser gizadas pelo seu gabinete, com o objectivo de os reactivar e consequentemente empregar muitos jovens.
Neste momento, encontram-se paralisados no Cuanza-Norte os projectos avícola do Lucala, o de mineração de Cassala e Kitungo e a fábrica de tecidos da Satec, em Cambambe, além do projecto irrigado do Mucoso. O matadouro de Camabatela, acrescentou, não está a funcionar em pleno.
Segundo Fernando Mesquita, neste momento, a construção da barragem de Caculo-Cabaça é o único projecto na província que emprega muitos jovens.
Fernando Mesquita disse que o seu gabinete irá apresentar ao governo da província algumas soluções de como os projectos paralisados podem funcionar, bem como revitalizar a produção primária do café, em todas as áreas de produção da província do Cuanza-Norte.
Ainda de acordo com Fernando Mesquita, deverão ser convidados empresários do ramo cafeícola e outros, com vista a pôr a funcionar uma pequena fábrica de sumos de gajaja.
Fernando Mesquita garantiu que está a ser feito o cadastramento de todas as empresas e de produtores agrícolas e não só, no quadro do programa Prodesi, para melhorar o quadro de empregabilidade na província.

Índice de desemprego

De acordo com Fernando Mesquita, de uma maneira geral, o índice de desemprego na província é bastante alto e, desde o último censo, em 2014, cerca de 81 por cento de jovens desempregados encontram-se nas zonas urbanas e cerca de 20 nas zonas rurais, com idades compreendidas entre os 20 e os 45 anos.
Indicou o sector da Educação como o que mais jovens emprega, além de outros primários como a Agricultura, com cerca de 886 trabalhadores, a Construção com 640, o Turismo com 120, seguindo-se o do Comércio e outras actividades.
Fernando Mesquita fez saber que o nível de empregabilidade no sector informal é bastante grande, podendo estar à volta de 5 000 empregados, embora não se tenha ainda o controlo definitivo, sendo uma tarefa em curso neste momento.
“Dentro de pouco tempo, teremos os dados exactos de quantos motoqueiros, lotadores de viaturas, vendedoras e vendedores dos mercados, revendedores de recargas de telemóveis, da Zap e outras actividades diversas existem na província”, disse.

Tempo

Multimédia