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"Sábados académicos" já começaram

A sétima edição do concurso “Sábado Académicos” foi aberta sábado, em Saurimo,  província da Lunda Sul, consistindo numa disputa entre estudantes de escolas secundárias públicas do II ciclo sobre matérias de língua portuguesa, matemática e cultura geral.

Iniciativa contribui para ocupação útil dos tempos livres dos estudantes
Fotografia: José Cola

O concurso realiza-se no âmbito do projecto “sucesso escolar e mérito estudantil” desenvolvido pela JMPLA e visa contribuir para a ocupação útil dos tempos livres dos estudantes, incentivando-os a adoptarem práticas sociais dignificantes.
A iniciativa visa igualmente encontrar métodos práticos e atractivos capazes de incentivar os estudantes se dedicarem-se com mais afinco à sua formação académica, bem como proporcionar aprendizagem e aprofundamento de conhecimentos.
O vencedor da fase provincial do concurso vai representar a província na fase nacional. O segundo secretário provincial da JMPLA na Lunda Sul, Adérito Cahanga, disse que a realização de concursos académicos constitui mais um instrumento para aferir a qualidade de educação ministrada nas escolas secundárias do II ciclo e permite, também, a ocupação dos alunos em actividades úteis, combatendo, desta forma as más práticas sociais.
Adérito Cahanga afirmou que o país cresce em todos os domínios, sendo o sector da Educação um dos que mais tem beneficiado com a construção de escolas nos  varios níveis de ensino, proporcionando o aumento de alunos inseridas nos vários níveis de ensino. Participam no concurso mais de 20 alunos das escolas do I e II ciclo dos quatro municípios da província da Lunda Sul, nomeadamente Cacolo, Dala, Muconda e Saurimo.

Novos professores

Três mil novos professores, principalmente do ensino primário, são necessários para o sector da Educação da província da Lunda Sul, que regista uma carência de docentes, informou sábado o director da Educação, Ciência e Tecnologia.
Isaías Sacagima disse que a situação tem criado constrangimentos no funcionamento das escolas do ensino primário. A maioria dos docentes está no final da sua carreira profissional, colocando em causa a qualidade de ensino. “Estamos com dificuldades de fazer a substituição automática dos professores que morrem, assim como aqueles que pedem reforma.
Para se ter uma ideia, só de Janeiro até à presente data, morreram 20 professores na região e até ao momento não foram ainda substituídos”, afirmou.
Isaíasa Sacagima apelou aos professores que tencionam pedir reforma antecipada a esperarem até Outubro, de forma a darem ainda o seu contributo no presente ano lectivo, até ao preenchimento de quadros docentes.  “Nesta altura, peço aos professores que tencionam pedir as suas reformas e outros por idade avançada, para aguentarem mais um pouco e que tenham espírito patriótico”, afirmou.

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