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Sector familiar prevê colher milhares de toneladas

António Canepa | Huambo

O sector agrícola familiar prevê colher mais de um milhão de toneladas de produtos agrícolas diversos no final da campanha 2016/2017, informou ontem, no Huambo, o chefe do departamento provincial do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA).

Camponeses da região recebem vários apoios do Governo Provincial e parceiros sociais para aumentarem os níveis de produção
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

Victor Chonguela disse que, no final da presente campanha agrícola, o sector de produção agrícola constituído por famílias camponesas prevê colher mais de um milhão de toneladas de produtos diversos, ultrapassando de longe as pouco mais de 789.000 da campanha anterior.
O dirigente agrário justifica este incremento da produção com o forte apoio prestado pelo governo provincial e o sector privado aos camponeses nesta época, com a distribuição de imputs como sementes, fertilizantes e outros meios de produção, bem como o engajamento de mais famílias na actividade.
Os camponeses receberam 6.030 toneladas de adubo, 2.723 de sulfato de amónio, 555 de ureia, 58.008  de agro-base 17/14/14, 1.5 de sulfato de potássio  e uma de sulfato de magnésio. Receberam igualmente 454.48 toneladas de sementes de milho, 1.267 de feijão, 0.45 de soja e 2.525 de arroz.
O chefe do departamento provincial do IDA informou que o sector poderá colher 86 toneladas de milho, 212 de massambala, 7.390 de feijão, 5.000 de soja, 82.224  de mandioca e 44 de batata-doce e rena. Prevê-se igualmente a colheita de 2.035 toneladas de amendoim, 348.772 de hortícolas e 53.581 de outros bens agrícolas, cultivados numa área de 315.583,73 hectares, por mais de 110.000 famílias camponesas da província do Huambo.
Victor Chonguela prometeu, para as próximas campanhas, assistência agrícola aos camponeses, bem como treinamento e inovação tecnológica.
O governador da província do Huambo, João Baptista Kussumua, disse que a região tem razões suficientes para ter uma agricultura bem desenvolvida, capaz de reforçar e complementar a agricultura familiar existente e apoiar as iniciativas empresariais na matéria.
João Baptista Kussumua referiu que essas razões assentam na gestão sustentável, com boas técnicas agrícolas e ambientais, nas excelentes condições do clima, do solo e no potencial hídrico. “A agricultura é um factor indispensável para o fortalecimento e o fornecimento de matéria-prima. Constitui por isso nossa preocupação a procura de soluções técnicas e financeiras para a viabilização da plena actividade industrial”, disse.
O governante referiu que o solo na província do Huambo é um recurso agrário vasto e suficientemente conhecido pelos agricultores, apesar de a sua fertilidade apresentar algumas limitações que podem ser corrigidas.

Formação de técnicos

A província do Huambo alberga a mais antiga Faculdade de Ciências Agrárias de Angola, que, além dos cursos de Agronomia, forma engenheiros florestais.
Huambo tem também a única Faculdade de Medicina Veterinária do país, os institutos de Investigação Agronómica e de Veterinária, a Escola de Formação de Técnicos Médios de Agronomia e de Veterinária.
O governador prometeu mais apoios ao sector com instrumentos agrícolas, sementes e fertilizantes, incluindo a recuperação das vias de acesso às zonas de produção, visando o fomento da actividade agrícola.
O Governo pretende, a curto prazo, tornar o sector agrícola no principal pólo de desenvolvimento da economia local e ver mais famílias envolvidas na actividade.

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