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Sementes melhoradas à venda no Bailundo

Adolfo Mundombe | Bailundo

Centenas de toneladas de sementes melhoradas de milho, feijão e soja estão disponíveis, a partir de agora, para os camponeses e agricultores da região do Planalto Central, com a abertura recentemente, no Bailundo, da primeira loja/armazém vocacionada para a sua comercialização.

Camponeses têm meios para trabalhar
Fotografia: Arão Martins

A loja pertence à Cooperativa Agrícola Sementes do Planalto e vai facilitar os camponeses, associados e não associados e cooperativistas, na aquisição de sementes de qualidade a nível local e a preços baixos, o que permite praticar as suas actividades com maior segurança e menos riscos.
A Cooperativa Agrícola Sementes do Planalto conta com o apoio da organização espanhola Codespa e foi criada para garantir a multiplicação e melhoria de sementes para os produtores das províncias do Huambo e Bié.
O director provincial da Agricultura no Huambo, Emitério Tiago, informou ontem que o Executivo tem implementado programas de combate à fome e à pobreza, através do aumento da produção agropecuária, projectos que contam com o apoio das instituições privadas e Organizações Não Governamentais nacionais e internacionais.
Emitério Tiago garantiu que a loja vai atender, além dos seus associados, outros camponeses daquela região do país, no sentido de garantir mais qualidade à produção.
O presidente da Codespa, Juan Molina, disse ao Jornal de Angola que a cooperativa agrupa pequenos e médios multiplicadores de sementes e, desde a sua criação, em Fevereiro último, mais de 12 toneladas de sementes de qualidade de milho, soja efeijão são utilizadas na presente campanha agrícola.
Juan Molina salientou que as sementes produzidas na cooperativa foram analisadas no Laboratório Central do Serviço Nacional de Sementes e tiveram os resultados positivos de germinação semelhantes aos das sementes certificadas.

Diversificação da economia

O presidente da cooperativa a nível do município do Bailundo, Francisco Venda, realçou ainda que a instituição congrega mais de 100 membros multiplicadores e os seus associados pretendem contribuir na diversificação da economia, para que o país deixe de depender das importações.
A instituição já está a receber solicitações de outros produtores de diversos pontos do país. “Isso é fruto de um trabalho árduo que vai beneficiar não só os camponeses locais como de outras províncias, porque os nossos preços são bastante acessíveis”, rematou.

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