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Soba de um bairro do Dala destaca o progresso social

CAMUANGA JÚLIA | Saurimo

Por altura da proclamação da Independência Nacional, contava com 18 anos. Hoje com 53, Alberto Ngize, soba de Muliata, um dos bairros da sede municipal do Dala, na província da Lunda-Sul, enalteceu a coragem dos heróis da pátria, cuja bravura permitiu ao país trilhar com firmeza a senda do desenvolvimento.

 

Por altura da proclamação da Independência Nacional, contava com 18 anos. Hoje com 53, Alberto Ngize, soba de Muliata, um dos bairros da sede municipal do Dala, na província da Lunda-Sul, enalteceu a coragem dos heróis da pátria, cuja bravura permitiu ao país trilhar com firmeza a senda do desenvolvimento.
O soba Muliata diz que em oito anos de paz o país mudou. “Vemos casas novas, estradas, pontes, escolas” e nota que a população vive “sem medo” e apostada em apoiar os programas de desenvolvimento, traçados pelo Executivo.
 “Até 1975, pouco sabia da ocupação colonial e do colonialismo, mas a diferença abismal de condições entre a vila e o quimbo onde vivíamos suscitava interrogações jamais respondidas pelos nossos pais”. Na visão do catequista da Igreja Católica, Alfredo Samutondo, 52 anos, em 11 de Novembro de 1975 “acabou a falta de respeito e foi devolvida a dignidade aos angolanos”.  O catequista diz ainda que antes da Independência Nacional “não tínhamos voz. Ficamos atrasados, mas a independência, trouxe liberdade até para uma criança dentro da barriga da mãe”.
O estudante da oitava classe José António, interpreta a Independência Nacional como “liberdade conquistada das mãos dos que nos castigavam”. O futuro professor realça o valor da paz, destacando facilidades de acesso à formação, avanços notáveis na reparação das estradas, escolas, instalação de sistemas de água e de energia eléctrica.
Aos 51 anos, o antigo combatente Rodrigues Samuel Manuel relembra o peso das recomendações do seu comandante na véspera da proclamação da independência. “Foi baixada prevenção a 100 por cento, para garantir ordem e segurança”, referiu, o então sanitário, integrado nas FAPLA, em 1975.
Rodrigues Samuel Manuel esteve ausente durante muitos anos. Em 1992 regressou a Saurimo “e vi uma cidade meio despovoada, mal iluminada, sem água canalizada.

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