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Sobe o número de adultos em aulas de alfabetização

Valter Gomes | Uíge

Mais de 14 mil adultos, distribuídos em 494 salas, frequentam aulas de alfabetização na primeira fase de formação do presente ano lectivo, no Uíge, informou ontem, ao Jornal de Angola, o chefe da secção para educação de adultos na Direcção Provincial da Educação.

Maioria dos adultos nas salas são mulheres
Fotografia: Jesus Silva

Albertino dos Santos avançou que os milhares de adultos matriculados neste subsistema do ensino, nos 16 municípios da província, estão empenhados em aprender a ler e a escrever. Explicou que, devido à situação financeira que o país atravessa, o número de alunos baixou significativamente, fruto da redução da quota de alfabetizadores e facilitadores mobilizados para o efeito, que reduziu de 998 para 494.
A primeira fase de aulas, que arrancou em Fevereiro último, encerra este mês. A segunda fase começa em Julho e vai até Outubro. “Até ao final do ano, mais de 29 mil adultos serão alfabetizados na província”, frisou.
O processo de alfabetização compreende os Módulos II e III. Albertino dos Santos explicou que um total de 3.380 adultos frequenta o Módulo II (Gostar de ler), dos quais 2.002 são do sexo feminino. Já no Módulo III (Sim eu Posso) estão inscritos 3.212 alunos, sendo 1.745 do sexo feminino.
O chefe da secção para educação de adultos, Albertino dos Santos, apontou a falta de material didáctico e o atraso no pagamento dos subsídios dos alfabetizadores como sendo as principais dificuldades que mancham o funcionamento do referido subsistema do ensino.
“Os alfabetizadores estão há oito meses sem receber os seus subsídios. Também necessitamos de reforço de material didáctico, porque a falta de cadernos, lápis, borrachas e outros tornam complicado o trabalho”, referiu.
Albertino dos Santos disse que o processo de alfabetização faz parte da estratégia do Executivo que visa a erradicação do analfabetismo em Angola. De acordo com o responsável, pretende-se com este esforço do Governo reduzir os índices de analfabetismo na província, integrar o processo de alfabetização em todos os programas de desenvolvimento rural, contribuir no combate à fome e à pobreza, bem como promover a formação de valores éticos, morais e cívicos.

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