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Solicitada a reposição da ponte do rio Cutato

José Chaves

Habitantes da comuna de Chivaúlo, no Andulo, solicitam às autoridades administrativas a reposição da ponte sobre o rio Cutato, que se encontra destruída há mais de 40 anos, para possibilitar a livre circulação de pessoas e bens da comuna aos municípios do Mungo e Bailundo, na  província do Huambo.

Ponte está intransitável há anos, dificultando a livre circulação
Fotografia: João Gomes| Edições Novembro

Marcolino Sapalalo, de 55 anos, residente na vila de Chivaúlo, afirmou ao Jornal de Angola que com a destruição da ponte a população vê-se agora obrigada a dar uma grande volta a pé, para atingir o município do Mungo, numa distância de 50 quilómetros. “A maioria da população atravessa de canoas improvisadas, correndo vários riscos", disse
Ana Nachimbuca, de 46 anos, camponesa reside na sede de Chivaúlo, disse à nossa reportagem que a ponte danificada inviabiliza o progresso de uma terra que luta todos os dias para alcançar o progresso.
Ana Nachimbuca pede por isso às autoridades de direito para reabilitarem esta importante infra-estrutura. “Depois de reabilitada a ponte, a livre circulação de pessoas e bens vai contribuir para o desenvolvimento acelerado da comuna, visto que a ponte faz a ligação de duas regiões potencialmente agrícolas e com recursos que podem assegurar o bem-estar social das populações do Bié e do Huambo”.
Em 2011 uma equipa conjunta dos governos provinciais do Bié e do Huambo trabalhou na comuna de Chivaúlo, município do Andulo, para avaliar o estado da ponte sobre o rio Cutato, na via que liga a localidade ao município do Mungo. A estrutura de betão tem 100 metros de comprimento e quatro de largura e foi seriamente destruída durante o conflito armado. A sua reabilitação vai fortalecer cada vez mais as trocas co-merciais entre as populações da comuna de Chivaúlo e do município do Mungo.
A população de Chivaúlo  é maioritariamente camponesa. Cultiva a mandioca, ginguba, feijão, milho, arroz, batata,  abacate, inhame, cana-de-açúcar, hortícolas e outros produtos em grande escala, mas, pelo facto de não haver na travessia do rio Cutato  uma estrutura que facilite a circulação de viaturas, muitos produtos acabam por se estragar, por falta de consumidores na região.

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