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Surto de sarna afecta o gado

André Amaro | Lubango

 
Um surte de sarna está a assolar centenas de cabeças de gado nos municípios de Caluquembe, Cacula e Quilengues, na província da Huíla, o que preocupa os criadores tradicionais, que clamam por fármacos para combater a doença.

Gado dos municípios de Caluquembe, Cacula e Quilengues é o mais afectado pela doença
Fotografia: Estanislau Costa

 
Um surte de sarna está a assolar centenas de cabeças de gado nos municípios de Caluquembe, Cacula e Quilengues, na província da Huíla, o que preocupa os criadores tradicionais, que clamam por fármacos para combater a doença.
De acordo com o responsável dos Serviços Veterinários da Huíla, Miguel Barbosa, que avançou a informação, até ao momento, foram registados 307 casos.
As situações estão distribuídas em 14 no município de Caluquembe, 98 em Cacula e 195 em Quilengues, onde as equipas dos serviços veterinários já começaram a intervir para controlar a propagação da doença na região.
Miguel Barbosa disse que, enquanto aguardam pela redução das fortes chuvas para levar a cabo campanhas de pulverização nas zonas afectadas, estão a ser tomadas outras medidas profiláticas.
Como acção imediata, os técnicos veterinários estão a sensibilizar os criadores afectadas a isolar o gado bovino contagiado, sobretudo para áreas onde o pasto não é frequente. “Estamos a sensibilizar os ganadeiros para separar os bois com sarna dos sãos”.
Para surtir efeito, o processo de pulverização deve ser feito na época do cacimbo. “Vamos desinfectar a água dos tanques, para que se eliminem os insectos que causam a sarna”, disse Miguel Barbosa.
O responsável da veterinária esclareceu que a eliminação de carraças e outros insectos que provocam a sarna é da responsabilidade dos criadores tradicionais.
“Como o contágio está a alarmar, as autoridades estão a fazer tudo para conter a doença e salvar os animais. Compete aos serviços veterinários a realização anual de campanhas de vacinação contra peripneumonia contagiosa bovina, carbúnculos internos e externos e dermatite nodular”.
O responsável apelou aos criadores a darem banho aos animais nos tanques com água tratada com insecticida, para evitar a propagação da doença.

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