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Técnicos preocupados com uma doença tropical perigosa

André Brandão | Ndalatando

O supervisor provincial do Kwanza-Norte das Doenças Tropicais Negligenciadas, Pedro Domingos Samuel, afirmou, na sexta-feira, que 60 por cento da população da província corre o risco de contrair a doença filariose linfática ou "loa-loa".

O supervisor provincial do Kwanza-Norte das Doenças Tropicais Negligenciadas, Pedro Domingos Samuel, afirmou, na sexta-feira, que 60 por cento da população da província corre o risco de contrair a doença filariose linfática ou "loa-loa".
Domingos Samuel informou que as regiões endémicas são os municípios da Banga, Bolongongo, Golungo Alto, Ngonguembo, Cazengo e Cambambe.
As pessoas contraem a doença através de picadas de mosquitos da família “anofheles” (que transmitem a malária) ou de moscas. A doença manifesta-se de diversas formas. Sublinhou que a filariose ataca principalmente adultos e as manifestações são ocasionadas por um parasita que causa danos linfáticos, ou sintomas de febres, cefaleias, anorexia que, muitas vezes, são confundidos com paludismo.
Pedro Domingos Samuel referiu a existência da filariose linfática, uma doença tropical que ataca a pele e os olhos dos seres humanos sem afectar a visão, mas causa fortes dores no globo ocular ou na ponta do nariz.
Segundo Pedro Samuel, a filariose linfática existe no Haiti, Costa Rica, Brasil, República Dominicana, Trinidad e Tobago e em muitos países africanos. De acordo com o especialista, para detectar a filariose é necessário realizar exames imunológicos com testes rápidos por gota espessa. A loa-loa tem um período de incubação de um a sete dias, ao contrário da linfática que demora três anos a manifestar-se.
Pedro Domingos Samuel frisou que o tratamento da doença geralmente é feito numa acção combinada de medicamentos que são tomados diariamente durante cinco a seis anos e “à medida que se consomem, destroem as microfilárias e diminuem os níveis de infecção nos doentes”.
O especialista em doenças tropicais precisou que a doença pode ser tratada através de um medicamento tomado uma vez por ano, através da realização de uma intervenção cirúrgica para remover as macrofilárias e corrigir a elefantíase.
O Programa Nacional das Doenças Tropicais Negligenciadas traçou, em 2003, as estratégias de combate à filariose para ser erradicada até em 2013.
Como medida preventiva, aconselhou as pessoas que frequentam as matas cerradas e lavras para usarem roupas compridas e assim evitarem as picadas dos insectos transmissores da doença.

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