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Técnicos da saúde no Huambo abandonam postos de trabalho

Justino Vitorino | Mungo

Técnicos da saúde no município do Mungo, na província do Huambo, estão a abandonar os seus postos, à procura de melhores condições de trabalho e salários condignos, revelou sexta-feira o chefe da repartição da saúde, José Kawele Faustino.

Técnicos da saúde no município do Mungo, na província do Huambo, estão a abandonar os seus postos, à procura de melhores condições de trabalho e salários condignos, revelou sexta-feira o chefe da repartição da saúde, José Kawele Faustino.
José Kawele, que falava à margem da actividade de apresentação dos novos administradores municipais pela vice-governadora para a Área da Organização e Serviços Técnicos, Loty Nolika, disse que a maior parte dos técnicos que o Mungo tinha estão a abandonar o município, uns por razões de estudo, outros porque chegou o tempo de permanência na localidade e estão a regressar à sede da província.
O responsável disse que na altura da admissão dos referidos técnicos para a função pública, a partir do Huambo, após a data da tomada de posse e passagem das guias para o encaminhamento para o sítio onde cada um iria  trabalhar, o governo garantiu que depois de três anos de trabalho poderiam retornar à sua origem.
“Eles já fizeram três anos, por isso é que estão a voltar para a sede da província, além de outros que foram por questão de estudos”, disse.
De acordo com Kawele, mais de 15 técnicos já abandonaram os seus postos de trabalho com destino à sede da província do Huambo, à procura de melhores condições de trabalho e melhores salários.
A vice-governadora provincial do Huambo para a Organização e Serviços Técnicos, Loty Nolika, afirmou que o governo está a envidar esforços no sentido de encontrar mecanismos que permitam ultrapassar a situação.
“Coincidentemente, há tempos, sua excelência o governador da província realizou um encontro com a direcção provincial da Saúde, fruto da saída massiva dos técnicos à procura de melhores salários, mas acredito que dentro de poucos dias encontraremos um meio-termo para se ultrapassar esta questão”, disse a vice governadora.
Loty Nolika disse, na ocasião, que independentemente desta situação, o governo do Huambo produziu um documento aos ministérios da Saúde, Educação e ao MAPESS para se encontrar um denominador comum, que possa resolver a situação actual que vivem os professores e os enfermeiros.
A vice governadora defendeu que o salário dos técnicos médios de Saúde deve ser igual ao do técnico médio da Educação. Segundo ela, se assim se conseguir, o governo do Huambo poderá combater a fuga massiva dos técnicos da Saúde para a Educação, que procuram melhores salários.

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