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Técnicos trocam saúde pela educação

Estácio Camassete| Huambo

Técnicos sanitários do município da Caála abandonaram o sector da saúde e foram para a educação por terem melhores condições salariais.

Técnicos sanitários do município da Caála abandonaram o sector da saúde e foram para a educação por terem melhores condições salariais. A Informação foi prestada pelo chefe de repartição da saúde, Albino Ndumbi.
 Albino Ndumbi está preocupado com a situação e disse que muitos técnicos preferiram trocar a saúde pela educação depois de terem concluído o ensino superior no ISCED e nas faculdades de Economia e de Ciências Agrárias, alegando baixos salários.
“Muitos quadros da saúde estão insatisfeitos com as categorias em que foram enquadrados e preferiram procurar melhores salários na educação,”disse Albino Ndumbi.
 O Ministério da Saúde não enquadra na mesma categoria os licenciados no ramo e os que tenham feito outros cursos, daí que muitos quando terminam a sua formação superior nos outros sectores preferem mudar de emprego.
 A situação que se verifica também nos outros municípios e na própria cidade do Huambo, está a desfalcar o sector da saúde, deixando vagas que dificilmente são preenchidas por falta de quadros.
  Na Caála, de 11 técnicos que abandonaram a saúde, oito eram enfermeiros do Hospital Municipal, um do Centro de Saúde da Calenga e dois administrativos.
 Albino Ndumbi lamentou a saída dos 11 técnicos afirmando que alguns desempenhavam cargos de chefia e eram referências nos seus postos de trabalho.
 O sector da saúde na Caála tinha mais de 20 licenciados, formados nas outras áreas e quase todos saíram. O chefe da repartição do sector está preocupado com a situação e teme que mais profissionais possam seguir o mesmo rumo.
“O desfalque de pessoal de qualidade e chefes de algumas áreas vai aumentar o sacrifício dos trabalhadores que ficaram, mas nós vamos trabalhar para contratar técnicos que acudam a esta situação”, concluiu.
 Quanto ao pessoal admitido no sector por concurso, Albino Ndumbi disse que o município da Caála apenas foi contemplado com cinco lugares e ao perder 11 técnicos, continua muito deficitário.

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