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Tômbwa acolhe projecto de repovoamento florestal

João Upale

Num perímetro de cento e cinquenta metros de largura e vinte quilómetros de comprimento está a ser erguido, no município do Tômbwa, no Namibe, um polígono florestal, numa parceria entre os Governos angolano e israelita, que visa fortalecer a cortina florestal, com o intuito de travar as areias movediças e garantir, por sua vez, um ambiente salutar para cerca de 55 mil habitantes da circunscrição.

O projecto já conta com 23.336 plantas do tipo tamarix, das quais 636 são da espécie casuarina, esta última plantada na segunda-feira, no âmbito do Dia Mundial da Luta contra a Desertificação, assinalado no passado dia 17, numa campanha que juntou centenas de estudantes das escolas locais do primeiro e segundo ciclos, com participação especial do embaixador de Israel acreditado em Angola, Oren Rosenblat.
O sistema aplicado para rega é de conta-gotas, com uma bomba de sucção de água instalada na área de plantação.
A avaliação do seu orçamento está repartido em 20 por cento a cargo do Estado angolano e os restantes 80 por cento financiados pelo governo de Israel, segundo deu a conhecer o secretário de Estado (angolano) para as Florestas, André de Jesus Moda, que igualmente testemunhou o arranque da plantação das árvores. Por seu turno, o diplomata israelita avançou ao Jornal de Angola que o seu país é um dos únicos do mundo que conseguiu, a partir de altas tecnologias de ponta, transformar o deserto em campos agrícolas e com forte potencial para o repovoamento animal. É com o mesmo intuito que se pretende a modificação de parte do deserto de Kalahari, a que o Tômbwa pertence.
Para o representante israelita em Angola, o seu país realizou com sucesso o combate à desertificação e é ainda o único a nível do mundo que mais árvores tem há cerca de cem anos.
“Nós plantamos florestas no deserto e o transformamos numa zona verde, com animais e ainda praticámos nela a agricultura”, disse, tendo almejado a mesma coisa para o deserto do Namibe.
Esta transformação tem abrangência para toda a parte de Angola que é desértica, com garantias de também vir a beneficiar de desenvolvimento animal e campos para a agricultura, prometeu Oren Rosenblat.
O secretário de Estado para Florestas, André Moda, pediu aos estudantes no sentido de contribuírem com o seu saber, de forma a promover a sustentabilidade, crescimento e preservação do projecto florestal, tendo considerado ser essencial trabalhar com as crianças desde muito cedo, para saberem a importância duma planta na vida humana.

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