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Toneladas de milho à disposição de famílias afectadas pela seca

Estanislau Costa | Lubango

Duas mil e 400 toneladas de milho estão a ser colhidas, no município do Cuvango, situado a 430 quilómetros do Lubango, pelo complexo agro-industrial Agrikuvango, instalado há três anos,num dos espaços das terras aráveis das margens do Rio Cuvango.

No município do Cuvango estão a ser colhidas milhares de toneladas de milho para famílias afectadas pela seca
Fotografia: Estanislau Costa | Lubango

O administrador do complexo, Rui Kaposse, que prestou a informação ao Jornal de Angola, disse que a safra iniciada no princípio do mês em curso, com o término previsto para Julho, está a atingir oito toneladas por hectare das 300 culturas de milho.
Participam nesta primeira colheita, desde a criação do complexo em 2017, 158 funcionários, que trabalham com diversos equipamentos modernos, que tornam célere o processo produtivo, consubstanciado na separação do caroço e carregamento da mercadoria em veículos apropriados.
O responsável fez saber que o milho está a ser armazenado nos silos com capacidade de três mil toneladas, cujas infra-estruturas estão equipadas com sistemas favoráveis à conservação do cereal por um longo período, evitando-se ,deste modo, riscos de deterioração até à fase de escoamento.
Rui Kaposse argumentou que o propósito da produção é de corresponder com as necessidades das populações das zonas afectadas pela seca nas províncias da Huíla, Namibe, Cunene e Cuando Cubango. “Já temos quantidades consideráveis para fazer face à fome que grassa no seio de várias famílias da Região Sul”, assegurou. “A intenção”, explicou, “ é de iniciar já o processo de escoamento do cereal para os mercados mais necessitados,com vista a transformá-los em farinha, para servir às populações residentes em zonas longínquas, onde os principais produtos da cesta básica escasseiam”.
Anunciou que os técnicos nacionais e expatriados estão empenhados na montagem da unidade de transformação de cereais, com capacidade para 36 toneladas por dia, um empreendimento que vai permitir os agentes económicos e consumidores terem opção de adquirir o milho ou o seu derivado.
O administrador do complexo informou que a actividade produtiva é auxiliada por 12 sistemas de rega implantados num espaço correspondente a 600 hectares, que protejam a lavoura de vários produtos das chuvas.
“Os produtores agrícolas devem estar mais unidos, para encontrarem outras estratégias para a produção agropecuária, em face da seca que se verifica no país”, disse, para sugerir: “a exploração de rios e dos aquíferos subterrâneos deve ser um dos caminhos a adoptar.”
Os pivots instalados, referiu, vão ajudar o cultivo na próxima campanha agrícola, que abrange os meses de Setembro a Dezembro.
“Projectamos, através do actual sistema de rega, desenvolver o cultivo de sementes de milho para o fomento da produção em vários pontos do país”, informou.
Rui Kaposse fez saber que estão criadas as condições para o cultivo, em grandes quantidades, de arroz, trigo, ginguba e hortofrutícolas.

 

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