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Trabalhadores da limpeza exigem aumento salarial

Matias da Costa | Cuito

Trabalhadores da única operadora privada de recolha de lixo na cidade do Cuito, no Bié, protestaram contra a direcção da empresa, a “AmbiAfrica”, devido aos baixos salários que auferem.

Funcionários da recolha de resíduos sólidos no Cuito querem ganhar mais
Fotografia: Edson Fabrízio|Cuito

Trabalhadores da única operadora privada de recolha de lixo na cidade do Cuito, no Bié, protestaram contra a direcção da empresa, a “AmbiAfrica”, devido aos baixos salários que auferem.
O protesto foi desencadeado no período da manhã de quarta-feira. Cerca de 24  funcionários questionaram os responsáveis da direcção sobre a persistência dos salários, que oscilam entre 13 mil kwanzas para varredores de rua e 16 mil para os motoristas.
Abel Inácio e Maria António, funcionários da empresa há mais de um ano, disseram ao Jornal de Angola que o descontentamento surge em função do reduzido salário, pouco tempo de repouso e por falta de alguns subsídios que acham merecidos. Artur Nogueira, chefe das operações da “AmbiÁfrica” na província do Bié justificou que os trabalhadores antes de serem admitidos foram instruídos sobre os ordenados e, por isso, frisou, não compreende as razões do descontentamento.
Artur Nogueira garantiu que a empresa está a trabalhar no sentido de, até ao final do ano, promover trabalhadores e fazer o aumento de salários, com vista a inverter o actual quadro.
O chefe do departamento de inspecção do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social (MAPESS) do Bié, Justino Isaac, assegurou que o seu órgão vai apurar os factos junto da empresa “AmbiÁfrica”.

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