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Txikungulo Issanzu e a paixão pela arte

Flávia Massua| Saurimo

A rapidez e precisão com que martela o ferro e movimenta as mãos atestam o domínio da profissão de ferreiro, exercitada no sistema artesanal, há mais de 50 anos.
Falamos do ancião Txikungulo Issanzu, que, aos 70 anos, sobrevive do lucro da venda de facas, machados e outros instrumentos que fabrica manualmente, assistido por um ajudante.

O ancião Txikungulo Issanzu é agricultor mas também se dedica ao fabrico de machados
Fotografia: Flávia Massua| Saurimo

A rapidez e precisão com que martela o ferro e movimenta as mãos atestam o domínio da profissão de ferreiro, exercitada no sistema artesanal, há mais de 50 anos.
Falamos do ancião Txikungulo Issanzu, que, aos 70 anos, sobrevive do lucro da venda de facas, machados e outros instrumentos que fabrica manualmente, assistido por um ajudante.
Simpático e delicado no tracto, explica que aprendeu a profissão de ferreiro com o tio.
Dedica grande parte do tempo à prática da agricultura, mas exercita, sempre que possível, a fundição, para "honrar a herança profissional". Calos, cicatrizes por cortes acidentais e outras marcas indeléveis nas palmas das mãos testemunham a dureza do trabalho, que jamais provocou a desistência do ancião Txikungulo Issanzu.
A habilidade do também sobeta do bairro Muando, na sede municipal do Dala, permite o acabamento diário de 10 facas, vendidas ao preço de 50 kwanzas cada. Enquanto o machado é vendido ao preço de 200 kwanzas.
A sua matéria-prima é à base de arcos e chapas recolhidas junto de amontoados de lixo, que depois é ateado fogo, para o fabrico dos respectivos utensílios domésticos.

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