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Acção do governo satisfaz autoridades tradicionais

Valter Gomes | Bembe

A população do município do Bembe, no Uíge, está a viver dias melhores, com a construção e reabilitação de novos empreendimentos sociais e económicos, apurou ontem o Jornal de Angola no local. 

Apoio manifestado pelos sobas galvaniza ainda mais acções governamentais
Fotografia: José Bule | Uíge

A população do município do Bembe, no Uíge, está a viver dias melhores, com a construção e reabilitação de novos empreendimentos sociais e económicos, apurou ontem o Jornal de Angola no local. 
Das obras em execução, consta a reabilitação de estradas principais, secundárias e terciárias, instalação de postos de iluminação pública na sede do município, construção do sistema de captação, tratamento abastecimento de água potável e melhoria da rede sanitária.
O presidente da Associação das Autoridades Tradicionais do Bembe, Adão Garcia, disse ao Jornal de Angola que o município está a viver avanços significativos rumo ao desenvolvimento socioeconómico, sublinhando que o governo está seriamente empenhado em melhorar as condições de vida das populações.
 “Estamos a acompanhar o trabalho que está a ser feito como, por exemplo, a reabilitação e ampliação de escolas do ensino primário e secundário, postos e centros de saúde, residências para funcionários públicos e outras infra-estruturas construídas nos últimos três anos nas diversas localidades do município”, afirmou.
Adão Garcia destacou a construção do hospital municipal, com capacidade para 70 camas, cujas obras caminham para o fim e vai contar com serviços de medicina geral, bloco operatório, maternidade, pediatria, banco de urgência e outros. O regedor da localidade do Bonde, Adolfo Pedro Panzo, referiu que a aplicação do Programa Integrado Municipal para o Desenvolvimento Rural e Combate à Fome e à Pobreza incentivou a criação de cooperativas agrícolas, associações de camponeses e de pequenas empresas agrícolas naquela parcela da província.
 A regedoria do Bonde controla quatro associações de camponeses, compostas por 150 membros, distribuídos pelas localidades de Quimpemba, Culo, Quienze e Bonde e produzem mandioca, amendoim, feijão, batata-doce, banana, abóbora, entre outros produtos agrícolas.
 “A criação de associações camponesas e pequenas empresas agrícolas nas localidades municipais está a contribuir para a redução da fome no seio das famílias e para o progresso sustentável da região”, disse o regedor.  
Para o soba da localidade de Quincanga, António Afonso Papo Seco, antes a população da localidade percorria centenas de quilómetros a pé, carregando grandes quantidades de produtos agrícolas para serem comercializados.
“As estradas estavam muito degradadas, mas agora já é possível a circulação de pessoas e bens, e escoarmos os produtos do campo para a cidade sem grandes contrariedades, como se observava no passado”, referiu.
A reabilitação das vias de acesso está a incentivar os habitantes do município a apostarem, cada vez mais, no aumento da produção agrícola, visto que já não existem dificuldades de maior em relação à comercialização dos produtos cultivados na região.

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