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Acessos à Cambamba necessitam de obras

Nicodemos Paulo |

O mau estado da via de acesso à comuna de Cambamba, a partir da vizinha Vista Alegre, município de Dange-Quitexe, no Uíge, preocupa os habitantes da localidade, que clamam pela sua reabilitação urgente.

Fotografia: DR

A população de Cambamba teme  o isolamento a que pode estar sujeita do resto do município, caso se mantenha o actual estado de degradação  da única via de acesso à sede comunal e à maioria das aldeias.
Em declarações ao Jornal de Angola, o dembo (autoridade tradicional) Domingos Fula Maino disse que a população da sua comunidade encontra imensas dificuldades para realizar trocas comerciais com as outras comunidades, por causa do mau estado da via, situação que também desencoraja a actividade agrícola, por falta de compradores.
O dembo lamentou o subpovoamento da sua comunidade, provocado pela carência de bens e serviços, situação decorrente das dificuldades de acesso à comuna, o que desencoraja as iniciativas de carácter social e económico.
“A nossa região é rica em pedras ornamentais e tem uma população fortemente dedicada à agricultura. As potencialidades económi-cas atrairiam investimentos, porém nada disso se verifica. Até os filhos da terra, principalmente os jovens, preferem procurar oportunida-
des noutras paragens”, disse Domingos Fula Maino.  Para inverter esta situação, o dembo Domingos Fula Maino apelou ao Governo para, pelo menos,realizar trabalhos paliativos na via de acesso à localidade, para atrair  os que desejam ajudar a comunida-de a crescer.
Por sua vez, o administrador comunal, Henriques Afonso João, afirmou que, apesar de algum trabalho que vai sendo feito no sector da educação e saúde, a população ainda vive grandes dificuldades, devido ao reduzido número de técnicos e da ausência constante de professores na comuna.
A localidade tem dois centros de saúde que passam grandes dificuldades no abastecimento de medicamentos. A comuna não tem médicos, conta apenas com três técnicos, sendo um efectivo. “Sempre que se apresenta um caso de  gravidade evacuamos para a sede municipal”, esclareceu.
A sede comunal ganhou uma escola do segundo ciclo o ano passado, contudo se debate com a falta de professores, pois os que lá trabalham residem na cidade do Uíge, o que inviabiliza o funcionamento da mesma, queixou-se o administrador, que espera que este ano sejam admitidos jovens locais, capazes de assumir com zelo o processo de ensino na localidade.
 “Os professores precisam de visitar as suas famílias ou levantar salários e a estrada não facilita estas movimentações, então a escola chega a ficar dias sem aulas, situação que queremos ver resolvida”.

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