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Administradora aposta na melhoria das estradas

Valter Gomes | Uíge

A administradora municipal de Milunga, na província do Uíge, a­pontou a reabilitação e terraplenagem das vias de acesso, sobretudo secundárias e terciárias, como prioridade no programa para 2014-2017.

Delfina Henriques fala sobre as acções programadas pela Administração para melhorar a qualidade de vida da população do município
Fotografia: Eunice Suzana

Em declarações ao Jornal de Angola, a administradora Delfina António Henriques disse que nesta altura decorrem trabalhos de desmatação para terraplenagem do troço que liga a sede do município à comuna de Macolo, numa extensão de mais de 80 quilómetros.
A administradora afirmou que as obras de reabilitação da estrada estão a ser executadas no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza, para permitir a circulação condigna de viaturas e mercadorias, bem como garantir o desenvolvimento da região.
“Macolo é uma comuna que nunca conheceu qualquer avanço, a estrada nunca beneficiou de obras de restauro desde a época colonial, por isso estamos a reabilitar para permitir que os empreiteiros, comerciantes e outros naturais interessados possam chegar ao local sem constrangimentos para implementarem várias obras que visam garantir o desenvolvimento da região, bem como a circulação de pessoas e bens”, disse.
Delfina Henriques assegurou que a empreitada decorre a bom ritmo e em pouco tempo a circulação de pessoas e bens naquela região vai ser melhorada, permitindo que os empresários interessados possam fazer investimentos na comuna, uma vez que a região oferece potencialidades sociais, económicas e culturais. “Com as estradas reabilitadas, estaremos em condições de levar o desenvolvimento às comunas e ao município  em geral”, afirmou Delfina Henriques.
A administradora apontou como outras acções a serem executadas no presente ano a construção de centros de captação, tratamento e distribuição de água potável nas comunas de Massau, Macolo e Macocola, a melhoria da rede de distribuição de água na sede do município, bem como a reparação dos tanques e condutas de distribuição .

Agricultura

A gestora disse que o sector da agricultura no município está a dar bons frutos, no âmbito do Programa de Combate à Pobreza. Na presente época agrícola, a administração preparou 70 hectares de terras para serem distribuídos às famílias camponesas com vista ao aumento da produção agrícola.
Além dos hectares trabalhados pela administração, acrescentou, a população organizada em associações e cooperativas também preparou mais de 100 hectares, onde foram plantados diversos produtos alimentares da região.
“A nível do município estão controlados 104 associações de camponeses e uma cooperativa. A administração municipal está a apoiar os camponeses com máquinas de lavoura, instrumentos de trabalho, sementes e fertilizantes”, disse.


Educação e Saúde

Durante os últimos dois anos foram construídas 80 escolas, entre primárias, do I e II ciclos, o que permitiu a melhoria do processo de ensino e aprendizagem em Milunga.
Delfina Henriques disse que no presente ano lectivo foram matriculados 14.609 alunos, da iniciação a 12.ª classe, “um aumento enorme em relação ao ano passado”. A formação dos alunos está assegurada por 705 professores.
 Segundo a administradora, no âmbito do programa de melhoramento das condições de acomodação dos alunos, a administração municipal de Milunga prevê construir, ate 2017, mais de 200 novas salas de aulas, com vista a cobrir a procura das necessidades nas localidades e permitir a absorção de mais crianças no sistema de ensino.
Relativamente ao sector da Saúde,  Delfina Henriques lembrou que foram construídas no ano passado 15 unidades sanitárias, entre postos e centros de saúde,  asseguradas por 38 enfermeiros, entre contratados e efectivos, e um médico de clínica geral.
A administradora defende a necessidade de mais 50 enfermeiros e dez médicos especializados em várias áreas, com vista a oferecer melhores serviços de saúde à população. “Vamos construir novos postos nas localidades onde não existem e a ampliação dos centros médicos das comunas, para que possamos oferecer serviços de saúde humanizados à população”, disse Delfina Henriques.
 Na sede do município de Milunga a população consome energia eléctrica através de três grupos geradores. A administradora Delfina Henriques afirmou que os grupos geradores não oferecem capacidade suficiente para atender a procura dos consumidores, por isso a administração vai adquirir um grupo gerador de maior potência, para permitir que todos habitantes na sede do município usufruem da energia eléctrica, através de ligações públicas e domiciliárias.

Energia eléctrica

Delfina Henriques avançou que nesta altura decorrem trabalhos de extensão da rede eléctrica a nível da sede do município, para permitir que logo o grupo gerador de maior potência chegue todos habitantes possam ter energia nas suas residências, estabelecimentos comerciais e instituições.
A administradora lembrou, por outro lado, que antigamente a sede do município de Milunga tinha apenas cinco casas, mas hoje centenas de infra-estruturas de impacto social, evolutivas e outras surgiram, fruto da execução do Programa de Desenvolvimento Rural.
No âmbito do programa, dos 200 focos habitacionais sociais previstos, já foram construídas e apetrechadas 60 residências e encontram-se em fase de acabamentos 40 outras. “Estas residências estão a melhorar bastante a acomodação da população, bem como o  desenvolvimento do município”, disse.
O município de Milunga, situado 235 quilómetros a nordeste da cidade do Uíge, é composto por três comunas, Massau, Macocola e Macolo e 218 aldeias, com uma população estimada em 77.800 habitantes, na sua maioria camponeses.
A mandioca, ginguba, banana, feijão, milho, abóbora, batata-doce, café, cana-de-açúcar e horticulturas, são entre outros, os produtos cultivados na região.

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