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Aeroporto do Uíge ganha uma nova imagem

Joaquim Júnior | Uíge

As obras de reabilitação do ae­roporto do Uíge, consubstanciadas na substituição do asfalto, ampliação da pista, iluminação, vedação total do perímetro aeroportuário, entre outros trabalhos, caminham para a fase final.
Antes do processo de requalificação, a pista possuía 30 metros de largura e dois mil metros de comprimento, facto que não permitia a aterragem de aviões de grande porte.

Director do aeroporto da província do Uíge
Fotografia: Eunice Suzana | Uíge

As obras de reabilitação do ae­roporto do Uíge, consubstanciadas na substituição do asfalto, ampliação da pista, iluminação, vedação total do perímetro aeroportuário, entre outros trabalhos, caminham para a fase final.
Antes do processo de requalificação, a pista possuía 30 metros de largura e dois mil metros de comprimento, facto que não permitia a aterragem de aviões de grande porte.
As obras de remodelação e ampliação começaram em 2009, mas conheceram algumas paralisações, devido às adaptações a efectuar, tendo em conta as exigências do momento. Depois da conclusão das obras, o aeroporto é classificado na categoria C, podendo receber aviões Boeing do tipo 377.
Durante uma visita efectuada por um grupo de jovens ao aeroporto, no âmbito das jornadas patrióticas da juventude, o vice-governador para o sector técnico e infra-estruturas, Afonso Luviluco, avançou que a pista do aeródromo do Uíge é ampliada para 2.475 metros de comprimento e 45 de largura.
“Os trabalhos caminham para a fase final. A nova pista possui pelo menos 2.475 metros de comprimento útil e a largura passou de 30 para 45 metros. Com estas dimensões o aeroporto do Uíge pode receber aviões de grande porte”, afirmou o governante.
Quanto à construção e remodelação das aerogares, o vice-governador revelou que foi assinado um contrato com a empresa SOMAGUE, que dentro de dias dá início aos trabalhos de reabilitação dessas infra-estruturas.
“O aeroporto deve ser inaugurado em Junho ou Julho deste ano. Até lá, todos os trabalhos de reabilitação e construção de infra-estruturas aeroportuárias devem terminar”, disse o vice-governador. 
João Ribeiro, responsável da Tecnovia, empresa encarregada da execução da empreitada, garantiu que os trabalhos de colocação de asfalto na pista podem estar concluídos dentro de 14 dias. Apesar das chuvas, o encarregado de obras garantiu que a pista é pavimentada no seu todo, para que se dê início aos trabalhos de iluminação.
O director do aeroporto do Uíge, Ferraz Moniz, assegurou que as áreas de maior movimentação têm as obras concluídas em breve. O responsável fazia referência aos trabalhos que estão a ser desenvolvidos ao nível da pista e da placa.
“Com a conclusão dos trabalhos de sinalização diurna e nocturna da pista e de ampliação da sala de embarque e desembarque, o aeroporto do Uíge apresenta nova imagem, diferente da anterior”, disse.

Construções anárquicas estão a atrasar as obras

O vice-governador Afonso Luviluco manifestou-se preocupado pelo facto de muitas pessoas terem construído casas na cabeceira do aeroporto do Uíge.
“Quando trabalhei como administrador municipal do Uíge, fomos obrigados a desalojar a população que se encontrava a viver de forma anárquica nesta zona. Cada família teve direito a chapas de zinco e cerca de 600 metros quadrados de terreno. Mas a maioria vendeu os terrenos e voltaram a construir neste local”, disse.
“Há problemas na vedação, na colocação da iluminação e balizagem da pista. Os limites da berma da pista são de 300 metros de comprimento. Mas alguns populares não querem colaborar e insistem em realizar obras dentro do perímetro do aeroporto”, referiu.
Afonso Luviluco afirmou que as pessoas que constroem na cabeceira da pista do aeroporto fazem-no por desobediência, porque já estão orientadas para não erguerem ali residências. “Nós estamos a destruir essas casas e a ceder terrenos no bairro Condo e Benze, para que todos os cidadãos envolvidos possam ali construir.”
“O governo não tem intenção de prejudicar ninguém. Queremos assegurar o desenvolvimento da província e garantir maior segurança à nossa população. Os riscos de construir no perímetro de um aeródromo são grandes”, acautelou.
O vice-reitor para a área académica da Universidade Kimpa Vita, Sony Kambol Cipriano, disse aos jovens que depois da criação da Sétima Região Académica, que compreende as províncias do Uíge e do Kwanza-Norte, ainda não havia espaço para trabalhar. Sony Kambol esclareceu que as aulas dos cursos de Enfermagem, Contabilidade e Gestão, Agronomia, Engenheira de Informática e de Economia, da Escola Superior Politécnica, bem como as da Faculdade de Direito, ainda são ministradas em salas provisórias.
Na província do Uíge, as obras de construção do edifício da Universidade Kimpa Vita, no bairro Cassexi, município do Uíge, também caminham para a recta final, estando em curso, neste momento, os últimos acertos técnicos.
O edifício abarca 24 salas, laboratórios, anfiteatros, bibliotecas, áreas de estacionamento e de lazer, segundo o vice-reitor Sony Cipriano. O Campo Universitário é erguido à volta do edifício em construção, numa área com cerca de 1.500 metros quadrados.
Nesta altura decorrem os trabalhos de limpeza do terreno e colocação de asfalto na estrada que liga a instituição ao centro da cidade, cerca de quatro quilómetros.
Os jovens ficaram muito animados durante a visita ao bairro da juventude e ao projecto de construção de 200 casas na reserva fundiária de Catapa, município do Uíge, cujas primeiras 100 ficam prontas este ano.
As obras estão a cargo da empresa chinesa Golden Nest.

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