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Água potável jorra nas torneiras do Quituia

José Bule| Uíge

Mais de cinco mil pessoas, residentes na regedoria do Quituia, município do Negage, província do Uíge, beneficiam, desde sábado, de água potável.

Fornecimento de água potável deixa de ser preocupação na comunidade de Quituia
Fotografia: Kindala Manuel

Mais de cinco mil pessoas, residentes na regedoria do Quituia, município do Negage, província do Uíge, beneficiam, desde sábado, de água potável. O projecto de abastecimento de água, por sistema de gravidade, está avaliado em cerca de 192 mil dólares e foi financiado a partir de uma parceria entre o governo provincial do Uíge e o UNICEF. O vice-governador provincial para a Organização e Serviços Técnicos, Nazário Pedro Vilhena Bomba, que procedeu a inauguração do empreendimento, disse, na ocasião, que a água é um bem que faz falta a todas as pessoas. “É um bem essencial para a vida do homem. Hoje, com um esforço conjunto entre o governo e os seus parceiros sociais, conseguimos pôr a água na comunidade de Quituia”, referiu.
Acrescentou que “Quem estragar esta obra está a cometer um crime. Sempre que abrirmos as torneiras, assim que os recipientes estiverem cheios, devemos fechar. Os beneficiários, no caso a população, devem fiscalizar a obra, para que possa ser conservada”, apelou o governante.

População está feliz

“Hoje já temos água 24 sobre 24 horas que funciona por sistema de gravidade. A inauguração deste sistema só demonstra o empenho do governo na melhoria das condições de vida das populações de todo o país. Estamos muito satisfeitos. Para nós, o dia 26 de Junho é uma data histórica ”, disse o regedor Castro Bari.
O ancião Marcos Buaki, de 63 anos, está feliz com a instalação do sistema de abastecimento de água. “Eu nasci e cresci nesta localidade. Nós nunca tivemos água potável, por isso estou feliz com este esforço do governo que vai melhorar as nossas vidas”, disse.
“O governo está a fazer a sua parte. Esperamos muito a água. Agora estamos à espera da energia e de algumas moagens para podermos moer bombó”, disse um outro ancião, Gomes Mulambo, de 62 anos de idade.
Marcela Gamba, 38 anos, referiu que o gesto do governo é louvável. “Já temos água e escolas, só a estrada é que ainda não está em condições”, lamentou.
A população do Quituia é maioritariamente camponesa. A regedoria controla duas associações de camponeses e uma cooperativa, que enfrentam inúmeras dificuldades por falta de micro-créditos para o aumento da produção e da produtividade, como frisou ao Jornal de Angola uma fonte da comunidade do Quituia.

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