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Alimentos deteriorados foram destruídos

António Capitão|Uíge

Mais de 13 toneladas de produtos diversos impróprios para consumo foram retirados na sexta-feira do circuito comercial da cidade do Uíge pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC).

Uma grande quantidade de bens alimentares foi queimada por se encontrar fora de prazo e para evitar a sua comercialização
Fotografia: Jornal de Angola

O responsável do instituto no Uíge, Matos Sozinho, esclareceu que pelo menos 13 toneladas de produtos expostos no largo defronte à Rádio Uíge, como refrigerantes, arroz, massa alimentar, fuba de milho, vinagre, produtos de higiene e outros géneros alimentares comercializados em centros comerciais estavam fora de prazo.
A identificação da caducidade destes produtos deveu-se às acções de fiscalização que o INADEC tem vindo a efectuar periodicamente nos armazéns, lojas, minimercados e cantinas da cidade.
No entanto, as denúncias feitas por alguns consumidores facilitaram, também, a identificação dos agentes económicos prevaricadores.
Matos Sozinho elogiou, além disso, o comportamento de alguns comerciantes e empresários, que tiveram a coragem de declarar as condições em que se encontravam as suas mercadorias, facto que facilitou a retirada do circuito comercial da maior parte dos produtos destruídos.
“Já existem consumidores atentos e bem informados sobre as medidas de precaução que devem tomar quando vão às compras, como verificar os prazos de validade e o estado de conservação dos produtos. Há também agentes económicos honestos que se apercebem que têm produtos com datas vencidas ou em mau estado de conservação e comunicam à nossa instituição para serem destruídos”, disse.
Matos Sozinho reiterou o pedido aos consumidores no sentido de observarem insistentemente as medidas de precaução sobre os alimentos que compram, para se evitarem muitas doenças ou casos de intoxicação, e pediu maior na denúncia dos estabelecimentos que estejam a comercializar produtos deteriorados. “Queremos que mais empresários tenham a cultura de confessar a existência de produtos nocivos ao consumo humano em seus estabelecimentos comerciais, porque desta forma vão contribuir para uma maior segurança da saúde dos seus clientes”, concluiu.

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