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Ambuíla precisa de médicos e de mais enfermeiros

António Capitão | Uíge

O sector da Saúde no município de Ambuíla, província do Uíge, apresenta muitas dificuldades: não há médicos e o reduzido número de enfermeiros é insuficiente para atender a população, estimada em mais de 90 mil habitantes.

O sector da Saúde no município de Ambuíla, província do Uíge, apresenta muitas dificuldades: não há médicos e o reduzido número de enfermeiros é insuficiente para atender a população, estimada em mais de 90 mil habitantes. Também faltam unidades sanitárias, como centros e postos de saúde nas comunas, regedorias e aldeias, além da falta de um hospital na sede municipal de Ambuíla.
O chefe da repartição municipal de Saúde, Miguel Panzo, disse ontem ao Jornal de Angola que “os serviços de assistência médica são assegurados por apenas 17 enfermeiros, apesar de existirem mais técnicos, que não param no município, por estarem a frequentar, na cidade do Uíge, o curso médio de enfermagem, no Instituto Médio de Saúde (IMS). Também não temos nenhum médico, factor que obriga à evacuação dos doentes em estado grave para o Hospital Municipal do Songo ou para o Hospital Central do Uíge”. Miguel Panzo disse que, em relação aos medicamentos, houve melhorias consideráveis no abastecimento, mas a falta de médicos e o reduzido número de enfermeiros e postos de saúde em algumas aldeias, como Quindaka, Kanique e Quiteque, localidades de maior concentração populacional, preocupam as autoridades locais. O município possui seis unidades sanitárias, localizadas na sede municipal, na sede comunal de Quipedro e nas aldeias de Bela Vista, Lambo, Quimutambo e Quibalakata.
O chefe da repartição municipal de Saúde de Ambuíla defendeu a construção de um hospital municipal de referência, um centro de saúde na comuna de Quipedro e postos de saúde nas localidades com maior densidade populacional. Afirmou que o município necessita de pelo menos dez enfermeiros e médicos especializados em clínica geral, pediatria, ginecologia, entre outras especialidades. Miguel Panzo referiu que, das seis unidades sanitárias existentes, apenas três funcionam em instalações próprias. “Os postos de saúde de Quimutambo, Quibalakata e Lambo funcionam em residências de alguns munícipes”, disse, acrescentando que “neste momento estamos preocupados com as condições de acesso à comuna de Quipedro. É praticamente impossível chegar até lá, porque a estrada está muito degradada, não oferece qualquer possibilidade para a circulação normal de viaturas”.

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