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Analisada situação sanitária na província

Valter Gomes | Uíge

A importância da formação contínua dos técnicos e a adopção de um conjunto de medidas que ajudem a resolver os problemas de saúde no Uíge foram realçadas ontem, na capital daquela província pela directora do sector. 

Encontro identificou os principais problemas da Saúde verificados no ano passado na província e a situação epidemiológica da malária
Fotografia: Valter Gomes | Uíge

Luísa Cambuta, que falava no Conselho Consultivo da Direcção Provincial da Saúde, que se realizou durante dois dias, referiu particularmente o interesse dos recursos humanos na concretização dos objectivos para este ano.
A directora provincial, que afirmou que a secção dos recursos humanos vai elaborar um plano de formação de quadros de acordo com as necessidades, garantiu o apoio às Administrações e Direcções Municipais “na planificação, gestão e monitorização das acções de saúde”, particularmente o uso racional dos recursos para melhorar o atendimento ao público.
A responsável, que recordou as melhorias registadas no ano passado no sector, referiu igualmente a importância da humanização dos serviços e anunciou estar a ser  “analisado um conjunto de estratégias” para ajudar à concretização dos objectivos para este ano.
Sobre os progressos registados no ano passado na província  mencionou a inauguração de 356 unidades sanitárias, que incluem postos e centros médicos, maternidades municipais, bem como um centro ortopédico e de reabilitação. Luísa Cambuta acentuou que devido à vigilância epidemiológica, que envolve campanhas de vacinação, a província não teve no ano passado casos de poliomielite, cólera, difteria, febre-amarela, meningite, peste e tosse convulsa.
A  directora provincial também referiu melhorias no acesso às consultas pré-natais, tratamento intermitente e preventivo da malária e distribuição de mosquiteiros a grávidas que fizeram que o número de mortes de mulheres nesta situação passasse de 356 em 2014 para 244 no ano passado.
A responsável, apesar destas melhorias, lamentou “o elevado índice de mortalidade de adolescentes grávidas” devido quase sempre à ingestão de comprimidos Citotec, adquiridos em farmácias não autorizadas a vendê-los. Na reunião, durante a qual  foram identificados  os principais problemas da saúde verificados no ano passado na província, foram também analisadas, entre outras questões, a situação epidemiológica da malária, o plano de contenção de doenças transmitidas pelos vectores, tal como o desempenho dos hospitais municipais e centros especializados.

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